Com o fim da greve da greve dos bancários, a vida deveria ter voltado ao normal para trabalhadores e clientes em Manaus. Mas não foi o que aconteceu com quem procurou as agências, para renegociar dívidas ou efetuar os pagamentos, na manhã desta segunda-feira. Agências cheias, longas filas, poucos caixas e muito estresse foi o resultado dos mais de 20 dias de paralisação. “Estou aqui há mais de 55 minutos e ainda não fui atendido. Preciso apenas sacar um quantia, mas estou perdendo a paciência com tanta falta de respeito.”, reclamou o designer Luiz Almeida, que esteve na agência do Banco do Brasil, da Avenida Djalma Batista, Chapada, zona centro-sul de Manaus.
Basa ainda em greve
Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários no Amazonas, Nindberg Barbosa, no Estado, apenas o Banco da Amazônia (Basa) continua em greve, por falta de acordo com a classe patronal, mas uma assembleia já está agendada para as 18h de hoje, com o intuito de resolver o impasse.
Horário estendido
Para recuperar o tempo perdido, os funcionários grevistas aceitaram estender em uma hora seu horário de expediente interno até o dia 15 de dezembro. As agências, no entanto, não alteração o expediente de atendimento ao público, pelo menos por enquanto.
A Caixa Econômica Federal estuda alongar o atendimento aos clientes para dar conta da demanda de trabalhos interrompidos durante a greve. Além de ser a maior financiadora de imóveis do país, o banco estatal opera os programas sociais do governo como “Bolsa Família”, “Minha Casa Melhor”, “seguro-desemprego” e PIS.
Prejuízos
A greve dos bancários causou prejuízo ao comércio e ao setor habitacional. Segundo a Serasa Experian, as concessões de crédito também desaceleraram entre setembro e outubro devido ao movimento, que ajudou a esfriar os negócios nas últimas semanas.
Imobiliárias e construtoras relatam atrasos na liberação de documentos, avaliações de imóveis e de recursos já acertados.

