Após receber alta, a cobradora do micro ônibus envolvido na tragédia do fim de março, em Manaus, denuncia hospital por erro médico.
Gisele Souza era a cobradora do micrôonibus atingido de frente pelo caminhão caçamba que prestava serviço para a Prefeitura de Manaus. O acidente, ocorrido na Avenida Djalma Batista, no último dia 28 de março, matou 15 pessoas deixou outras 20 feridas.
Durante o período que Gisele esteve no hospital, ela passou por várias cirurgias, dentre as quais, o procedimento para a colocação de uma haste de platina no osso da perna. Se recuperando dos ferimentos e do choque, ela já sabe que terá voltar ao hospital, por causa de um suposto erro médico, durante a operação.
A mãe de Gisele, dona Selma Souza, mostrou os raios-x que comprovariam o erro médico e que não foram observados pela equipe que cuidou da cobradora. Apesar do suposto erro, Gisele recebeu alta no dia 11 de abril.
Impedida de trabalhar, a cobradora reclama da falta de apoio da Prefeitura à família. Sem poder caminhar, a sobrevivente da tragédia espera agora retornar, o mais rápido possível à sala de cirurgia para corrigir o problema.
Além das pernas, Gisele sofreu traumatismo craniano e várias escoriações nas mãos e no abdômem. Sem saber que estava grávida, Gisele também perdeu um bebê, durante a tragédia.
Em nota, a Direção do Hospital Dr. João Lúcio Machado disse que a paciente Gisele Souza da Costa, passou por cirurgia osteossíntese de fêmur, realizada dentro do protocolo preconizado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia. Ainda de acordo com a nota, a paciente teve alta no dia 11 de abril e tem retorno marcado para avaliação médica no próximo dia 14. A nota diz, ainda que o hospital não foi procurado pela família da paciente, mas que está a disposição para qualquer esclarecimento.
As outras vítimas sobreviventes do acidente já ingressaram com ações de indenização na Justiça, por dano moral.
