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Vereadores denunciam pino internacional da prefeitura

 
Presidência da CMM recebeu documentos da embaixada da Suécia sobre a tentativa de negociação com o Executivo Municipal.
O não pagamento de um empréstimo feito pela Prefeitura de Manaus em 2012, junto ao Governo Sueco, para a compra de 296 ônibus do transporte coletivo, foi denunciado pelo presidente da Casa legislativa, vereador Caio André (União Brasil). De acordo com o parlamentar, a Embaixada da Suécia, de onde o Executivo Municipal adquiriu o financiamento, enviou documentos à Presidência da CMM cobrando esclarecimentos.

“O governo Sueco informou que a cidade de Manaus não pode mais adquirir nenhum ônibus fora do Brasil antes da quitação deste débito, e as empresas concessionárias do serviço público, de transporte público na cidade, também não podem fazer, porque não pagaram pelos ônibus que se encontram, ainda, aqui na cidade. A embaixada informou que tentou uma reunião com o prefeito David Almeida para negociar o débito, mas não foi atendida”, enfatizou Caio André.

Caio André também destacou que, com esse débito em aberto, a cidade de Manaus pode se prejudicar em realizar novos financiamentos que serviriam para o progresso da cidade. Além disso, o sistema de transporte público é o principal afetado, pois a compra de novos ônibus fora do país fica bloqueada.

“O Sinetram e a Prefeitura de Manaus, inclusive esta gestão, deveriam, como avalistas do negócio, simplesmente deixar de repassar o subsídio repassado mensalmente para as empresas de transporte público e passar para a agência sueca. E isso faria com que a dívida fosse diminuindo. Não foi o atual prefeito que assinou o contrato, mas existe o princípio da continuidade, pois foi a Prefeitura de Manaus que adquiriu o empréstimo e deve-se honrar com esse débito”, finalizou o vereador.

A dívida da Prefeitura com a Agência Sueca de Crédito à Exportação (EKN), no valor de R$ 500 milhões, também foi criticada pelo vereador William Alemão (Cidadania), em um aparte ao pronunciamento de Caio André (União Brasil).

Em seu aparte, Alemão relembrou um discurso do prefeito David Almeida (Avante), em que ele prometeu utilizar o repasse do subsídio às três empresas de ônibus que atuam no setor em Manaus, para comprar mais unidades e assim renovar e ampliar a frota do transporte coletivo.

“Na primeira coletiva do então eleito prefeito David Almeida, ele disse que iria pegar o repasse às três empresas, que dá pra chamar de bilionário, porque se somar os três anos que ele está como prefeito, já passa de R$ 1,3 bilhão, e repassar às empresas, o que não aconteceu”, afirmou o vereador.

Segundo Alemão, na época, o prefeito alegou que não havia ônibus disponíveis para comprar, o que o vereador desmentiu, indicando que a real razão seria, conforme o vereador, a falta de crédito da Prefeitura de Manaus no mercado internacional.

“Hoje, mesmo que exista, ele não vai conseguir, porque ele não tem crédito na praça internacional para adquirir ônibus para a cidade de Manaus”, afirmou.

De acordo com William, ao longo da gestão David Almeida, a situação do transporte coletivo piorou significativamente. Antes da pandemia, Manaus contava com uma frota de mais de 1.200 ônibus em operação, mas esse número foi reduzido para aproximadamente 900 veículos, conforme o parlamentar.

“Quem sofre é a população, que passa mais de uma hora nas paradas, e muitas vezes o ônibus ainda passa lotado. Espero que a população assista esse discurso que Vossa Excelência (Caio André) trouxe e que pense bem na melhora para a cidade de Manaus”, concluiu.

‘Calote’ – Em agosto deste ano, uma comitiva formada por representantes da EKN e da Embaixada da Suécia esteve em Manaus, para tratar da dívida de R$ 500 milhões referentes à compra de 296 ônibus, adquiridos em 2012.

Com o atraso no pagamento, desde 2015, a empresa sueca iniciou uma ação judicial contra as três empresas de ônibus envolvidas, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e a Prefeitura de Manaus. Na ocasião, o prefeito David Almeida se recusou a receber a comitiva para tratar sobre o tema, conforme informações da EKN.

Com informações das assessorias de comunicação dos vereadores.

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