
A inclusão da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e transgêneros) no calendário de Manaus e a definição da Ponta Negra como local do evento foram alguns dos pontos debatidos, nessa quarta-feira (13/9), durante uma Tribuna Popular realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Para o vereador Elissandro Bessa (PHS), que propôs a realização do evento, a Parada do Orgulho LGBT é de grande importância social, porque serve para refletir e lembrar que os direitos civis de todos devem ser respeitados.
“É um evento que podemos incluir no calendário da cidade, como tem o Boi Manaus, Carnaval e escolher uma data -, quem sabe no aniversário da cidade? Isso é que é importante: trazer patrocínio, investimento!”
A proposta tem o apoio do vereador Plínio Valério (PSDB), que preside a Comissão de Direitos Humanos, Povos Indígenas e Minorias da CMM.
“É uma reivindicação justa! São cidadãos! Têm todo o direito de reivindicar a Ponta Negra e, do ponto de vista de atração, acaba sendo melhor na Ponta Negra! É a nossa luta ao lado deles”
A Presidente do Orgulho Gay e LGBT, Bruna La Close, agradeceu o apoio dos parlamentares, e por eles estarem atentos às reivindicações do segmento.
“Estamos sendo abraçados e percebendo a importância que a Casa está dando para o movimento LGBT. Estão atentos às nossas lutas, dificuldades e dando resposta. Isso é importante pra nós!”
Durante a tribuna popular, a presidente do Movimento Lésbico do Amazonas, Sebastiana Silva, informou que a Parada é precedida de várias ações de prestação de serviços públicos à comunidade LGBT.
“Antes da Parada, acontece a Semana da Diversidade, com rodas de conversa, oficinas, ações de cidadania, testagem rápida, encaminhamentos à rede serviços públicos etc. A Parada é o fechamento da Semana!”
De acordo com os organizadores, a Parada do Orgulho LGBT deste ano será realizada no dia 1º de outubro. Tradicionalmente, o evento é realizado na última semana de setembro. Entretanto, este ano, por contas da eleição suplementar para o Governo do Estado, foi adiado.
Além da inclusão da Parada no calendário oficial da cidade, o movimento LGBT também reivindica a criação do mês da diversidade, na cidade de Manaus.
