Eles estão entre os preferidos da população: jaraqui e pacú. Chegam a ser vendidos a R$ 1,00 cada, no período de fartura.
Mas hoje, o jaraqui pode ser encontrado sendo vendido a até R$ 20,00 a enfiada com 10 unidades, o equivalente a R$ 2,00 por jaraqui. O pacú sai a R$ 20,00 7 unidades, cerca de R$ 2,85 por peixe.
Mas o preço ainda pode aumentar, dependendo do bairro da cidade e se o rio continuar descendo. É o que afirma o vendedor Daniel Silva.
“Também depende, porque o rio tá seco e o peixe tá ficando mais raro, né?”
Para o gastrônomo Tetsumi Eda, mesmo com a alta nos preços, o tamanho e o paladar incomparável continuam sendo atrativos para o consumidor. “Isso daí é razoável! O peixe está na alimentação do amazonense, então, de qualquer forma, estão comprando, né?”
O período de vazante dos rios também altera o visual e o ritmo da atividade, na orla de Manaus. É o período no qual os estivadores mais trabalham. Devido o aumento do tamanho da praia, as distâncias percorridas são maiores.
Devido à diminuição das chuvas e o excesso de calor, provocados pelo fenômeno ‘El Niño’, o nível dos rios na Amazônia têm descido rapidamente. Na Manaus moderna, orla da capital, o cenário é bem diferente. Preocupação constante para os donos de embarcações. É que, de um dia para o outro, os barcos podem ficar presos em bancos de areia.

