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Tribunal de Contas aponta que Amazonas Energia é responsável pelo gasto pago pelo brasileiro

Uma auditoria operacional do Tribunal de Contas da União (TCU) no setor elétrico concluiu que a Eletrobrás e sua subsidiária Amazonas Energia poderiam ter evitado um custo, apenas em 2013, de R$ 570,7 milhões na tarifa de energia com a chamada Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), um subsídio cobrado de todos os brasileiros até 2012 para equalizar a tarifa de energia no Norte, informa o jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

O prejuízo com os subsídios da CCC, segundo o tribunal, ocorreu em razão do descompasso na construção do gasoduto Urucu-Manaus, cujas obras ficaram prontas em 2009. Foram três os problemas listados: os ramais de distribuição do gás ficaram prontos 13 meses após a conclusão do gasoduto; as usinas térmicas não foram convertidas de óleo diesel para gás natural; e os contratos previam preços abertos para o gás, o que contraria a Lei de Licitações, que manda firmar acordos com preço certo.

Com todo esse descompasso entre as obras do gasoduto e as condições de uso do combustível, as térmicas continuaram a queimar óleo diesel. Além disso, o gás contratado não foi totalmente usado pelas usinas.

Em 2012, o TCU estimou que 2,3 milhões dos 3,64 milhões de metros cúbicos diários fornecidos foram efetivamente usados. Em 2013, a Amazonas Energia recebeu, segundo o tribunal, R$ 3,5 bilhões em subsídios.

Em razão da ausência da fixação dos valores para o gás, o preço do combustível duplicou no período analisado, segundo relatório assinado pelo ministro Raimundo Carreiro. O cálculo do ‘desperdício’ cobriu apenas o ano de 2013. A conta pode ser ainda mais salgada quando for incluído o período 2009-2012.

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