Os trabalhadores da Reinaria de Manaus (REMAN) – entre funcionários e operários terceirizados – decidiram paralisar atividades no último domingo (01/11). De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, Acácio Carneiro, entre as reivindicações da categoria, estão melhores condições de trabalho, o fim do impasse na assinatura de acordos coletivos, além da manutenção da Petrobras como empresa estatal e pública.
No Amazonas, segundo o sindicato da categoria, a paralisação atinge cerca de 2.500 operários da Petrobrás e terceirizados que prestam serviços à estatal. O movimento, deflagrado no dia 29 de outubro, em todo o país, tem como meta principal o reajuste dos salários dos trabalhadores que lutam por um amento de 18%, porém, a Petrobrás ofereceu 8,11%.
O Coordenador Geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, Acácio Carneiro, disse que, apesar de ser por tempo indeterminado, pelo menos por enquanto, a greve não deve afetar a distribuição de combustíveis para a população na capital amazonense.
Além do aumento salarial e a posição do corte de investimentos na estatal, os petroleiros também cobram a garantia de segurança no ambiente de trabalho. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros no Amazonas, apenas neste ano, 16 trabalhadores morreram em atividade na empresa.
Em nota, a Petrobras informou que está disposta a discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Sobre a greve, a direção da empresa reafirmou que a população não será prejudicada pela falta de produção ou desabastecimento do mercado.

