Parentes e amigos das jovens Brenda Braga e Raysa Rossi, mortas em um acidente na BR-174, pedem justiça para o caso. Segundo eles, não foi acidente, foi crime. Eles alegam que o condutor do carro estava em alta velocidade e embriagado.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realizou nesta segunda-feira (25), audiência de instrução sobre o acidente de trânsito que matou as jovens Brenda Braga e Raysa Rossi, ambas de 21 anos, e deixou outras cinco pessoas feridas, na BR-174.
Parentes e amigos realizaram um protesto no Fórum Henoch Reis, no Aleixo, pedindo justiça e punição para o condutor do veículo, Tiago Fish, indiciado por homicídio culposo.
A imprensa não teve acesso a sala onde as partes estavam sendo ouvidas, no segundo andar do Fórum, no setor 4, na Vara de Trânsito. Participaram da audiência de instrução, as polícias Civil e Rodoviária Federal, o condutor do veículo Tiago Fish, outros jovens que também estavam no carro no dia do acidente; Bruna Lorena Passos Saraiva, Leonardo Henriques da Silva Couto e Uatumã Campos Rocha , além dos parentes de Brenda e Raysa. Camila Mendes Lauria não compareceu ao Tribunal de Justiça para depor porque conforme, o órgão informou, a jovem está fora do Brasil.
A mãe de Brenda, Antônia Braga, acompanhou os depoimentos e saiu da sala indignada e triste com que ouviu.
“Ela disse que ele não bebeu. Ela é tão assassina quanto ele. O carro era da família dela; se ela diz que também não bebeu, por que deu o carro para ele? Ela saiu rindo na minha cara e na cara da mãe da Raysa. Não sei o que ela está ganhando com isso. O Thiago nem nos olha, está de cabeça baixa. Espero que ele seja condenado e sirva de exemplo para que outras pessoas não façam o que ele fez”, falou, desapontada.
O acidente ocorreu no dia 3 de janeiro de 2015, quando o grupo de sete jovens voltava de Presidente Figueiredo. O carro (veículo modelo Pajero Dakar) em que os jovens estavam capotou, e caiu em um barranco. Na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal informou que encontrou recipientes com bebida alcoólica no veículo.

O laudo pericial da Polícia Civil sobre o acidente apontou que o carro trafegava a uma velocidade de quase 140 Km/h e que o excesso de velocidade “foi determinante” para causar o acidente. À época, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) informou que a carteira de habilitação do motorista estava suspensa por diversas infrações, dentre elas excesso de velocidade e direção perigosa.
