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TJAM participa de debate internacional que discute estratégias para prevenir e erradicar o feminicídio

Organizado pela Presidência do Brasil e pelas missões do Brasil e do México na ONU, o evento aconteceu durante a “70.ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU (CSW70)”, que está acontecendo em Nova York.

– (fotos: CUT e Acervo da Cevid/TJAM e  Luiza Saab/MMulheres) – A desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo, ouvidora da Mulher e coordenadora da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), participou na terça-feira do evento “Feminicídio e os caminhos para seu combate, com transformação cultural e social – Um debate sobre estratégias para prevenir e erradicar o feminicídio”, durante a “70.ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70)”, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que começou na segunda-feira (9/3) e vai até 19 de março, em Nova York (EUA).

A Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) é o principal fórum global dedicado à promoção da igualdade de gênero e ao fortalecimento dos direitos das mulheres. A sessão reúne Estados-membros das Nações Unidas, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para debater políticas, estratégias e compromissos voltados à garantia dos direitos das mulheres e meninas em todo o mundo.

Nesta edição da CSW, os debates têm como foco garantir e fortalecer o acesso à justiça para mulheres e meninas (tema prioritário da sessão); a participação política e enfrentamento às violências contra as mulheres (tema de revisão); e o empoderamento de mulheres idosas (tema emergente).

O evento do qual a desembargadora Graça Figueiredo participou foi organizado pela Presidência do Brasil, pela Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e pela Missão do México na ONU, e reuniu autoridades, parlamentares e lideranças para dialogar sobre o enfrentamento ao feminicídio. A titular do Ministério das Mulheres brasileiro, ministra Márcia Lopes, e a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva participaram da atividade, que também reuniu, entre outras autoridades da Espanha, México, África do Sul e Colômbia, representantes de organismos internacionais.

Trabalho com a juventude

Durante o evento, a coordenadora da Cevid/TJAM distribuiu aos presentes exemplares da cartilha “Perguntas e Respostas sobre Violência Doméstica para Jovens e Adolescentes”. A publicação, de de autoria da própria desembargadora Maria das Graças e coautoria do servidor do TJAM Igor Reis, tem sido distribuída em escolas das redes pública e particular, na capital e no interior do Amazonas, durante ações voltadas à orientação e à conscientização de adolescentes e jovens para o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

“Durante o evento também distribuímos exemplares da cartilha que foram traduzidos para as línguas indígenas baniwa, kokama, tucano e nheengatu, que representa uma expansão do projeto que estamos desenvolvendo junto ao público jovem, a fim de que a ação também alcance a juventude indígena de povos presentes em nosso estado, principalmente nas nossas áreas de fronteira”, destacou a desembargadora.

Para a coordenadora da Cevid/TJAM, os adolescentes e os jovens têm um poder muito grande de atuar como multiplicadores de informação junto às suas famílias e à comunidade como um todo e, assim, de contribuir para o enfrentamento da violência de gênero.

“Não temos dúvida de que conversar sobre esse tema como os jovens nas escolas levando-os a refletir, e de compartilhar com eles informações e orientações que ajudam a identificar as várias faces dessa violência, como combatê-la, como denunciá-la, como ajudar quem está envolvido nesse ciclo, tem o potencial de contribuir para a mudança da realidade perversa que hoje enfrentamos”, afirmou a desembargadora.

 

#PraTodosVerem – a fotografia principal que ilustra o texto mostra a desembargadora Graça Figueiredo (à direita na imagem) com a ministra Márcia Lopes, durante a reunião em Nova York. A ministra segura um exemplar da cartilha “Perguntas e Respostas sobre Violência Doméstica para Jovens e Adolescentes” – na versão traduzida para a língua indígena – utilizada pelo TJAM como material de apoio em ações realizadas em escolas para orientar estudantes sobre o combate à violência de gênero.

 

 

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