A Rede Tiradentes vem investigando, há meses, uma série de denúncias que envolvem os empresários Dissica Calderaro Tomaz e Beto Calderaro, sócios e dirigentes da Rede Calderaro de Comunicação. As denúncias dizem, com muita clareza, que eles estão envolvidos com prostituição infantil e pedofilia.
Uma das denúncias veio de Renata de Oliveira Guerreiro, que procurou a nossa redação para relatar supostos encontros sexuais e bacanais que eram promovidos em motéis e iates, com a presença dos dois empresários e de menores de idade. A Rede Tiradentes, cumprindo o dever de investigar jornalisticamente as denúncias, foi além do simples depoimento dela e acabou por desvendar a teia escabrosa em que os dois empresários estão envolvidos.
Nesses bacanais, rolava de tudo, segundo a denunciante e de acordo com o que a reportagem apurou. Tinha sexo, droga e rock and roll.
Renata Guerreiro, foi uma das cafetinas grampeadas pela Operação Estocolmo, que o grupo A Crítica noticiou com estardalhaço. Estranhamente, o nome dela nunca fez parte do noticiário dos Calderaro.
Ao nos procurar, Renata Guerreiro revelou que foi indiciada na Operação Estocolmo e foi abandonada pelos irmãos Calderaro, que se recusavam a ajuda-la a pagar advogados.
As acusações da cafetina são gravíssimas. Os fatos apurados pela reportagem mais graves ainda.
Os depoimentos que a Rede Tiradentes tem foram gravados em vários momentos. Entre eles, está o de uma menor que teria mantido relações sexuais com Dissica Calderaro Tomaz. Em outro depoimento, Renata Guerreiro revela uma ameaça de morte que teria partido dos capangas dos empresários. Outras imagens colhidas ao longo do trabalho de investigação jornalística também envolvem os carros de reportagem do grupo A Crítica, que foram usados para transportar a cafetina Renata Guerreiro. Nisso estaria envolvido outro empresário, que tem uma empresa de eventos que funciona como satélite da Rede Calderaro de Comunicação.
No momento em que nosso departamento de jornalismo está concluindo o trabalho investigativo, o diretor da Rede Tiradentes, Ronaldo Tiradentes, e o repórter Marcos Pontes, foram intimados na tarde de hoje para prestar depoimentos perante a delegada Cristina Portugal, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e, pasmem!, os dois jornalistas foram indiciados por estar investigando denúncias graves contra os dirigentes de A Crítica. Será que até a polícia considera que os dois são tão intocáveis assim?
A violência praticada pela delegada Cristina Portugal vai além do indiciamento. O repórter Marcos Pontes teve o seu telefone grampeado, atendendo a um pedido da delegada, que preside o estranhíssimo inquérito que transformou em bandidos dois jornalistas, mas que não teve o mesmo zelo em investigar o conteúdo das acusações pesadas contra os irmãos Calderaro.
Há muito já ouvíamos falar que o grupo A Crítica, ciente das acusações que pesam contra seus dirigentes, estava se articulando para tentar desqualificar o trabalho de jornalismo investigativo que a Rede Tiradentes realizou e, assim, tentar diminuir o impacto que essas denúncias terão perante a sociedade amazonense.
Sabemos, inclusive, que a cafetina Renata Guerreiro gravou recentemente um novo depoimento, alegando que teria recebido dinheiro para acusar os irmãos Calderaro.
Mesmo sabendo dessa manobra, a Rede Tiradentes não se intimidará. Nossos ouvintes e telespectadores saberão distinguir, diante do grande volume de informação, o que é verdade e o que é mentira. Quem pagou e quem recebeu.
O grampo telefônico e o indiciamento dos jornalistas Ronaldo Tiradentes e Marcos Pontes serão denunciados a todas as entidades de defesa das liberdades nesse país. É uma violência que a democracia não suporta e repele com a força cidadã de uma Nação livre.
Crime organizado praticado em jornalismo investigativo? Grampo telefônico? Se a moda pega, a imprensa brasileira estará finalmente amordaçada, como sonham os poderosos.
As gravações de que dispomos serão encaminhadas às autoridades que investigam a pedofilia nas mais diversas instâncias, seja no Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Congresso Nacional, Ordem dos Advogados do Brasil e autoridades policiais sérias do Estado do Amazonas.
O inquérito conduzido pela zelosa delegada Cristina Portugal corre em segredo de justiça. Como acusados, queremos pedir que seja quebrado imediatamente esse segredo. O Brasil exige transparência. Temos interesse que a sociedade saiba de todo seu conteúdo, inclusive do inteiro teor do depoimento prestado, na tarde de hoje, pelo jornalista Ronaldo Tiradentes, à mesma delegada Cristina Portugal.
Dissica e Beto Calderaro terão a oportunidade de provar inocência, nos diversos foros em que certamente serão investigados. A verdade, que eles tanto parecem defender e na verdade tentam esconder, certamente prevalecerá.
