Os indígenas da reserva Tenharim-Marmelo decidiram adiar a cobrança de pedágio, na BR 230, para 1º de fevereiro, de quem precisar a trafegar pela rodovia federal Transamazônica. A cobrança, que começou em 2006, acabou se transformando em motivo de permanente tensão entre índios e não índios da região, que abrange os municípios de Himaitá, Apuí e a comunidade de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré.
De acordo com os caciques, o pedágio é uma das poucas fontes de renda das tribos da região. Eles ameaçam estourar as pontes da estrada, para isolar a reserva, caso sofram qualquer tipo de ataque dos não índios.
Segundo o corregedor do Ministério Público do Estado, José Roque, que acaba de chegar de uma viagem à região, o que os não índios chamam de pedágio, os indígenas chamam de compensação socio-ambiental. Roque afirmou que os índios são inteiramente dependentes da cobrança do pedágio.
