A um dia da votação do impeachment, o vice-presidente Michel Temer usou a rede social Twitter na manhã deste sábado para desmentir que irá acabar com programas sociais, como o Bolsa Família, caso ele assuma o governo.
“Leio hoje (sábado) nos jornais as acusações de que acabarei com o Bolsa Família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais”, escreveu, por volta das 7h30.
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Temer voltou a Brasília na noite dessa sexta-feira (15) alterando seu plano inicial de passar o fim de semana em São Paulo. O vice-presidente marcou uma reunião de trabalho às 12h, no Palácio do Jaburu.
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“Manterei todos os programas sociais”, garante Temer se assumir o lugar de Dilma.
Apesar de seus aliados demonstrarem confiança na vitória do impeachment, ainda há o receio de que o governo possa evitar os 342 votos em favor do impedimento.
A notícia de que três deputados do PP voltaram atrás na decisão de apoiar o impeachment acionou o alerta no grupo de Temer. Ainda assim, o ex-ministro Eliseu Padilha, que integra o núcleo duro do vice, classificou como “piada” a suposta reação.
Também numa conta de rede social, Padilha ressaltou o pedido de demissão do presidente do PSD, Gilberto Kassab, do Ministério das Cidades.
Petistas
Deputados do PT que participam da sessão de debate do processo de impeachment de Dilma na Câmara reagiram às declarações de Temer.
Em discurso no plenário, o deputado Paulo Pimenta (RS) afirmou que Temer falou como presidente, antes mesmo da votação sobre a admissibilidade do processo. “Temer, o breve, anunciou medidas como se presidente da República fosse”, declarou, em tom irônico. “O vice-presidente superou seu intuito conspirador”, discursou o petista.
Em entrevista, Wadih Damous (RJ) reiterou a acusação de que em um possível governo Temer haveria pressão para dificultar as investigações da Operação Lava Jato. “Todos sabem que Temer disse que conseguiria brecar a Operação Lava Jato. Não sei como, porque o Ministério Público é autônomo e a Polícia Federal não pode atuar contra a investigação”, afirmou.
Damous disse também que “a ação de Temer sempre foi para brecar os programas sociais”.
Conteúdo Estadão
