Um grupo de taxistas esteve nesta terça-feira (03), na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Eles foram recorrer aos parlamentares, para que eles fação uma reanálise do Projeto de Lei de autoria do executivo municipal que define novas regras para a prestação do serviço de táxi na capital.
Segundo o taxista Elenilson Mendonça, a categoria é contra o item que estipula que o condutor auxiliar não poderá exercer 12 horas de trabalho por dia, além de obrigar que a informação conste no crachá do motorista.
“O foco deles não é limitar o trabalhador. O que tem de acabar é com essa escravidão! Concessões estarem nas mãos de muitos cidadãos que não são taxistas. E eles alugam essas concessões por valor muito abusivo.
O taxista Cristian Moraes disse que os auxiliares vão ficar em uma situação difícil, com um horário limitado para trabalhar. “… Que ele possa ter o horário dele flexibilizado. Se quiser trabalhar de dia trabalha, ou de noite, também. É justamente aí que está o entrave!”
Para o líder do prefeito na CMM, vereador Elias Emanuel, o projeto da prefeitura tenta acabar com a negociação de placas de táxis que acontece há muitos anos.
“A prefeitura imagina o que: você concorre em uma licitação e ganha uma placa para ser taxista! Então, o máximo de jornada que você pode ter são 12 horas. As outras 12 ficam com o motorista auxiliar. Agora, se não houver regras, o que a gente vai ter são pessoas que vão ganhar licitação, ganhar a placa e não vão sentar o no banco do táxi e jamais irão pegar o volante. Vão ficar negociando e alugando as placas. É isso que o PL tenta minar!”, afirma.
Uma comissão de taxistas vai tentar explicar aos vereadores a posição deles sobre a mudança e tentar convencer os parlamentares a mudar esse item no projeto, que ainda está tramitando nas comissões da Casa, antes de ir a votação em plenário.

