Uma comissão formada por representantes do Ministério Público Estadual (MPE-AM), Seccional Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), chega neste sábado (11) a Humaitá, no Sul do Amazonas, a 590 km de Manaus.
A comissão vai acompanhar os depoimentos de índios Tenharim à Polícia Federal em Rondônia (PF-RO), suspeitos pelo desaparecimento de três homens da comunidade, no dia 16 de dezembro, nas proximidades da reserva indígena, na BR 230, a rodovia federal Transamazônica.
As oitivas, que começaram nesta sexta-feira (10), estão sendo conduzidas pelo delegado federal de Rondônia Alexandre Alves.
O coordenador geral da Coiab, Max Tukano, disse que vai acompanhar os interrogatórios para saber o que aconteceu na reserva. “Não é possível acreditar que um povo inteiro seja responsável pelo desaparecimento de três pessoas. Os Tenharim estão sendo incriminados antes do tempo!”, afirma.
De acordo com o delegado Alexandre Alves, a fase de depoimentos deve curar, em média, cinco dias. Além dos suspeitos, também devem ser ouvidos outros índios e lideranças indígenas dos Tenharim-Marmelo.
