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Suframa visita projeto da primeira máquina de reflorestamento desenvolvida com recursos de PD&I da Zona Franca de Manaus

A imagem mostra um grupo de pessoas em um galpão industrial observando uma grande máquina agrícola elevada sobre suportes. Um homem de terno azul está na frente, enquanto outro, de camiseta marrom, parece explicar algo. O ambiente tem estrutura metálica, iluminação natural e um andar superior com paredes de vidro.

Tecnologia criada pela startup Autonomus Agromachine contou com financiamento de R$ 8 milhões por meio do Programa Prioritário de Indústria 4.0 e Modernização Industrial (PPI4.0). Focada no reflorestamento, tecnologia também já atrai interesse do setor agrícola

– (fotos: Isaac Júnior/Suframa) – A Suframa visitou na quinta-feira (20), na sede da Fucapi, o projeto da Forest Bot, a primeira máquina de reflorestamento desenvolvida na Amazônia por meio dos recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) oriundos da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus. A tecnologia, criada pela startup Autonomus Agromachine, contou com financiamento de R$ 8 milhões por meio do Programa Prioritário de Indústria 4.0 e Modernização Industrial (PPI4.0), coordenado pelo CITS.

A Forest Bot foi projetada para mecanizar o plantio de árvores em larga escala, uma solução estratégica para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e também reduzir custos no setor agroindustrial. Segundo o SEO e idealizador do projeto, Marcelo G. M. Freire, a tecnologia viabiliza a recuperação ambiental em um nível que seria impossível com métodos manuais.

A máquina realiza três etapas do processo – plantio, irrigação e controle de qualidade – em uma única operação. “Atualmente, o custo médio do plantio manual de um hectare de floresta é de R$ 1.500,00. Com a Forest Bot, esse valor pode cair para R$ 440,00, reduzindo os custos em quase 70%. A Forest Bot é a solução para mecanizar, levar a escala e atingir as metas exigidas”, afirmou Freire.

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Inicialmente focada no reflorestamento, a tecnologia também já atrai interesse do setor agrícola para o plantio mecanizado de culturas como laranja, açaí, cacau e café. Freire afirma que o plano de negócios prevê a venda de 12 mil unidades nos próximos 10 anos, com um faturamento estimado de R$ 70 bilhões no período.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a importância da iniciativa para o setor agroindustrial e para o combate ao desmatamento. “Esse resultado vai beneficiar também o setor da agroindústria, além de contribuir para que a produção e o trabalho do produtor rural sejam realizados de forma técnica e ambientalmente correta. Os investimentos em PD&I são essenciais para essa nova fase da economia na região”, afirmou Saraiva. Pela Suframa, também estiveram na apresentação os superintendentes-adjuntos de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, Waldenir Vieira, e de Administração, Carlito Sobrinho.

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