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Sucessão estadual: candidato do PSTU defende gestão do orçamento por trabalhadores, para combater corrupção

O Amazonas tem que ser governado por quem produz. Pelos trabalhadores. A afirmação é do servidor público federal Herbert Amazonas, candidato ao governo do Estado pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), entrevistado desta quarta-feira (09), na rodada com os candidatos ao Governo do Amazonas.

“Nosso Estado tem que governado por nós, trabalhadores, que produzimos a riqueza. Os anos do grupo que dirige o Estado tem uma agenda que é para resolver os problemas dos empresários, dos grandes comerciantes. O nosso grande Estado, o Interior, a nossa cidade, boa parte dela abandonada, problemas com a questão da educação, saúde, a moradia popular. Há um déficit muito grande de moradia. Chega dos empresários governarem a nossa cidade! Nós defendemos outra forma de organizar a sociedade. Defendemos o Socialismo!”

Como fez nas outras eleições, Herbert pretende defender a questão ideológica. “Nós vamos discutir, nesse processo eleitoral, a questão ideológica, a questão de fundo que é o capitalismo, que não pode resolver o problema das necessidades básicas da população, como melhora de salários, melhores condições de trabalho, infraestrutura, saneamento básico. Tanto é que, quem mora na periferia, nos bairros mais carentes, sente a necessidade de investimentos.”

Em nível nacional, Herbert Amazonas apoia a candidatura de José Maria à presidência. O candidato ao Planalto faz duras críticas aos gastos dos governos federal e estadual para Copa do Mundo. “Mais de R$ 30 bilhões foram entregues à iniciativa privada, quando poderíamos ter atendido algumas demandas sociais, como construção de moradias populares, reajuste salarial de algumas categorias, problemas do funcionalismo público. O Zé vai fazer essa discussão!”

O candidato a vice, na chapa do PSTU, professor Gilberto Vasconcelos, que já participou de seis eleições, faz críticas à gestão da educação e da saúde, e aos salários pagos pelas empresas do Distrito Industrial (DI) aos trabalhadores do Amazonas. “Nós do PSTU temos a disposição de colocar a nossa candidatura a serviço da classe trabalhadora! Temos, por exemplo, os trabalhadores do Distrito Industrial (DI), que recebe uma massa salarial equivalente a cerca de 1% de tudo o que é produzido no Distrito. Só 1% vira salário. Nós achamos que isso é injusto! Queremos discutir isso! Acho que o Governo do Estado tem um papel muito importante em fazer aumentar os salários desses trabalhadores, porque as empresas recebem incentivo e retribuem muito pouco em salários; a educação no nosso Estado continua numa situação muito ruim, vergonhosa. Falta dinheiro. Apenas 3,4% do orçamento federal é destinado à educação e quando não se investe o suficiente, ainda se investe mal, com gestão ruim da educação. O resultado é o caos! Isso também se estende para a saúde, então, o PSTU tem uma proposta de discutir as soluções com a população do ponto de vista socialista, do ponto de vista em que a população possa participar e decidir, e não apenas participar para ser ouvida e depois esquecida.”

Herbert Amazonas defendeu a participação do trabalhador na gestão do orçamento do estado, como forma de combater a corrupção. Entre as propostas do PSTU, Herbert sugere a criação de um conselho para gerir a educação. “Nosso objetivo principal é que nós possamos fazer com que a classe trabalhadora participe da gestão. Para a educação, defendemos um conselho popular de educação, em que se possa envolver alunos professores e a comunidade, para levantar os problemas. Após isso, com o dinheiro do orçamento, dar as soluções, administrando o dinheiro do orçamento. Aí eu quero ver como se vai corromper duzentos representantes da classe!”

Herbert Amazonas aproveitou para denunciar que os filiados ao PSTU sofrem perseguição e são demitidos das empresas onde trabalham. “A democracia que todo mundo, defende, não é bem assim, na vida real! Nós temos companheiros quer são demitidos, afastados do emprego, perseguidos, quando o ‘cara’ olha l´[a no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e vê que o ‘cara’ é filiado ao PSTU. Se você pegar um trabalhador nosso que trabalha do Distrito e o sindicato souber que ele é militante do PSTU ou é filiado do PSTU, ele tá na rua!”

O PSTU tem cerca de 200 filiados, no Amazonas. Com um tempo de propaganda em torno de 1 minuto, o partido pretende conquistar o eleitor detalhando o seu lema: “O Amazonas para os trabalhadores”.

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