Uma sobrinha do delegado de polícia Oscar Cardoso teve participação direta no plano para matar o delegado. É o que apontam as investigações da Operação Hórus, deflagrada nesta terça-feira (18), em Manaus.
A operação, que envolveu cerca e 150 policiais civis, entre investigadores, peritos e delegados, teve início as 6 da manhã, com o objetivo de cumprir pelo menos 17 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária de acusados em envolvimento com o tráfico de drogas, assaltos e homicídios. Entre os nomes dos acusados, aparece o do delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso, assassinado há quase duas semanas, em Manaus.
Num balanço parcial da operação, a polícia informou que foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Entre os presos está Arlindo Jorge Macedo, apontado nas investigações como o empresário que teria alugado o veículo utilizado no assassinato do delegado.
Segundo a polícia, Arlindo estava sendo investigado por outro crime, o de estelionato, o chamado golpe do seguro.
Outros presos durante a operação são o estagiário de Direito do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e genro de Arlindo, Rodrigo Barbosa Maia; Alessandro Ramos Cardial, e os integrantes da facção Familia do Norte (FDN), Luciano da silva Barbosa, filho do traficante Zé Roberto; Rosenildo Cordeiro Damasceno Júnior e Diones da Silva Freitas.
As investigações revelaram, ainda, que Diones, o ex-presidiário Fábio Diego Matos de Oliveira – o “Piu Piu”, e o traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que está foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), teriam participado diretamente na morte de Oscar Cardoso, com ajuda de uma sobrinha do delegado, identificada como Karine Cristine.
O crime foi motivado por vingança ao estupro sofrido pela mulher do traficante João Branco, por um grupo de policiais,em setembro do ano passado.
Ainda segundo a polícia, além dos foragidos João branco e “Piu Piu”, outros quatro mandados ainda estão sendo cumpridos, entre eles, o da sobrinha do delegado.
O nome da operação – Hórus – é uma referência ao deus dos céus, na mitologia egípcia.
