21/07/13 – O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) confirmou que os profissionais que atuam rede municipal, estadual e os com vínculo federal, que prestam serviços no Amazonas vão paralisar as atividades nos dias 23, 30 e 31 de julho. A greve dos médicos segue a orientação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).
De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, todas as atividades médicas de rotina serão suspensas nas três esferas (municipal, estadual e federal), sendo que apenas urgências e emergências estarão em funcionamento. “O Sindicato dos Médicos convida toda categoria para lutar unida por uma saúde de qualidade a favor da população, melhores condições de trabalho e valorização profissional. Comunicamos todas as autoridades sobre os dias de greve.”, disse Vianna.
Segundo o médico, na terça-feira (23) os médicos estarão reunidos a parir das 9h no Largo São Sebastião, no centro de Manaus, onde além da manifestação haverá uma ação social com a realização de exames e atendimento médico a população.
Os residentes de todas as especialidades e os acadêmicos de medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Centro Universitário Nilton Lins também participarão das mobilizações em defesa da melhoria no ensino médico na graduação e pós-graduação.
Denúncias
A Ouvidoria do Simeam também estará recebendo denúncias durante o período grevista, dos médicos e da população, sobre as condições de trabalho nas unidades de saúde, falta de medicamentos e demora na realização de exames por meio de fotos, vídeos ou textos através do e-mail [email protected] e pelos telefones 3651-7798/3308-9313.
Calendário de mobilizações
Dia 23: Greve, manifestação e em paralelo uma ação social (realização de exames e atendimento médico a população) a partir das 9h, no Largo São Sebastião.
Dia 30: Greve e manifestação, às 9h, na sede da Prefeitura de Manaus;
Dia 31: Greve e manifestação, às 9h, na sede de Governo;
Pauta de reivindicações da categoria
Destinação de 10% das receitas da União para saúde;
Gestão pública profissional e com controle social;
Criação da carreira de estado;
Implantação do piso nacional;
Regulamentação da medicina;
Realização de concurso público;
Segurança nas unidades de saúde;
Melhores condições de trabalho;
Compromissos assumidos pela Semsa e Susam não cumpridos;
Contra a facilitação na contratação de médicos estrangeiros;
Melhorias no ensino médico na graduação e pós-graduação;
Contra a Medida Provisória que aumenta mais dois anos na graduação da medicina e obriga aos estudantes a trabalhar no SUS ganhando apenas bolsa, sem direitos trabalhistas.
