26/08/13 – Os servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-Am) reivindicam o pagamento das diferenças das datas bases dos vencimentos que sofreram atraso desde o ano passado.
De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (Sintj-Am), Elades Deuzuita de Paula, após vários reuniões entre representantes da categoria e o TJ-Am, ficou acertado que o recebimento seria parcelado, porém, de acordo com a coordenadora, o pagamento já foi adiado por três vezes e, na última reunião, na semana passada, o presidente do Tribunal, desembargador Ari Jorge Moutinho, informou da impossibilidade de executá-lo, por não ter os cálculos dos valores a seres pagos ao servidores.
O sindicato contesta as informações e afirma que o documento foi entregue ao órgão, formalmente, em julho do ano passado.
Em protesto , o sindicato decidiu, em assembleia, que vai paralisar as atividades do órgão nesta terça-feira (27), pela manhã. A coordenadora Elades disse, ainda, que os servidores vão protestar contra a ineficiência da assessoria administrativa da presidência, devido ao engavetamento dos requerimentos do sindicato.
De acordo com Sintj-Am, o grande número de contratados compromete o orçamento do Tribunal. Atualmente, são mais de 300 não concursados.
O sindicato informa que vai cobrar, ainda, a nomeação dos candidatos aprovados em concurso e a despensa dos contratados não concursados. Atualmente o TJ-Am tem 1,2 mil servidores em todas as unidades do órgão.
Em nota, a assessoria do tribunal informou que, “desde o início da atual gestão, desde 2012, a presidência do órgão sempre buscou a conciliação com o servidores e atender às reivindicações da categoria e que diversas ações foram realizadas como a movimentação funcional, regulamentação das seis horas de jornada de trabalho, aumento do auxílio alimentação, a aplicação da data-base, entre outros.”
“Assim, percebe-se que, de fato, a presidência do TJ-Am e os servidores sempre trabalharam para viabilizar, os direitos de todos do Poder Judiciário, conforme as condições financeiras do órgão”, conclui a nota.
