A Procuradora Chefe do Mistério Público do Trabalho (MPT), Alzira Melo Costa, confirmou, nesta quinta-feira (21), durante entrevista a imprensa, que o servidor Régis Benigni, diretor da primeira turma da Justiça do Trabalho no Amazonas, rasurou e subtraiu uma folha de uma ação civil pública, onde o MPT busca o ressarcimento de R$ 2 milhões, em razão de uma fraude processual praticada em uma outra ação civil, impetrada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, que inclusive já gerou outras repercussões criminais com indiciamento de vários réus. O caso do servidor foi encaminhado a Polícia Federal.
O caso do servidor gerou uma crise entre o sindicato da categoria e o MPT. Ontem à tarde, na sede do Tribunal Regional do Trabalho, na Praça 14, zona Centro-Sul, enquanto a Procuradora Geral do MPT, Alzira Melo, se dirigia a sala do presidente do TRT, David Melo, quando foi hostilizada por um grupo de servidores da Justiça do Trabalho e integrantes do Sindicato da categoria
Por meio de nota, a Diretoria do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho da 11ª Região no Amazonas (Sitra/AM) informou que não houve tentativa de substituição de folhas indevidamente, no processo, e que o próprio servidor levantou a questão, junto ao relator do processo, de que a secretaria da 1ª Turma havia deixado de dar conhecimento em uma petição protocolada por uma das partes em tempo hábil, e que havia necessidade de fazer constar no processo a petição. Informou, também, que, em nenhum momento, o trabalho do servidor foi feito de forma sorrateira, misteriosa ou com a intenção de lesar o processo.
O sindicato informou, ainda, que vai entrar com um processo na corregedoria do TRT da 11ª Região, no CNJ e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para provar a inocência do servidor.
