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Sem acordo com empresários sobre dissídio, rodoviários ameaçam com nova paralisação

Os usuários do sistema de transporte coletivo da capital podem ser surpreendidos esta semana, com mais um paralisação dos motoristas rodoviários. Apesar da decisão ainda não estar oficializada, o Sindicato dos Motoristas de Transportes Rodoviários  de Manaus anunciou que a categoria pode parar em ate 70%.

Os trabalhadores cobram ao Sindicato das Empresa de Transportes Coletivos do Amazonas (SINETRAM) a assinatura de um acordo para o pagamento do dissídio coletivo, referente aos ano passado.

A reivindicação foi discutida durante uma reunião no fim da semana, entre trabalhadores, patrões e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT).

De acordo com o presidente do sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos Coletivos de Manaus, durante a reunião não houve acordo, e, caso não se chegue a um consenso, a greve será inevitável.

Na avaliação do advogado do SINETRAM, Ney bastos, a greve é ilegal, e motivada por questões políticas.

A procuradora-chefe substituta do MPT, Fabíola Salmito, que participou das discussões, disse que as reivindicações dos rodoviários voltarão a ser tratadas em nova reunião.

O prefeito Arthur Virgílio Neto, que também esteve no encontro, garantiu que a prefeitura não vai medir esforços para que a greve não seja deflagrada e a população não sofra com mais uma paralisação.

A próxima reunião entre rodoviários e empresários está marcada para a próxima quinta feira (23), na sede do MPT.

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