– (foto: Agência Amazônia) – “Com a morte de Bruno e Dom, o crime organizado venceu!”
A afirmação foi feita este sábado (17), pelo assessor jurídico da União dos Povos Indígenas do vale do Javari (UNIVAJA), Yura Ni-Nawaro Marubo.
Em uma entrevista de cerca de três horas ao vivo com o jornalistas Maria Fernanda Passos e Cássio Oliveira, Yura Marubo condenou a falta de providências e rapidez para a localização das vítimas, que tinham desaparecido há dias, e condenou o desinteresse e falta de empatia do presidente Jair Bolsonaro pelo assunto. Ele argumentou que o atual governo deixou os indígenas à própria sorte, alvo de criminosos interessados nos recursos naturais que garantem a sobrevivência dos povos originários.
“Se os governos federal e estaduais não combatem o crime na Amazônia, nós vamos unir nosso povos contra a invasão dos criminosos nas nossas terras!”, disse, em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo – DCM.

Yura, que, juntamente com outros representantes da nação Marubo e outras nações indígenas acompanha as investigações sobre os assassinato do indigenista e Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, lamentou as mortes dos amigos, disse que a memória deles será respeitada pela intransigente defesa dos índios e da Amazônia.
Para Yura Marubo, o Brasil precisa reagir ao avanço do crime na região. Ele lembrou que, apesar dos mil homens do Exército Brasileiro nas fronteiras, o país continua desprotegido e os criminosos que atuam na pesca clandestina, no tráfico de drogas e no desmatamento da Região estão cada vez mais presentes, destruindo a terra indígena e os povos indígenas.
Indignado com os acontecimentos que acabaram alcançando o mundo e a opinião pública internacional, ele agradeceu a ajuda que a UNIVAJA vem recebendo e que a organização vai continuar empenhada na defesa dos povos do Vale do Javari e da Amazônia Brasileira, importante para a vida do próprio planeta.
A entrevista está disponível no site do DCM, no Youtube.
