
Imagine estar no cemitério para enterrar um ente querido – um momento difícil para qualquer família – e ser importunado por ladrões. Imaginação? Que fosse apenas isso! Mas a autônoma Jorgina Pimentel garante que é verdade.
“Tão assaltando as capelas. Levam todos os objetos de valor. As minhas freguesas e as da minha irmã. São muitos assaltos, aqui!”
A autônoma também confirma que os casos de veículos arrombados no local são comuns. “O carro de uma amiga esta estacionado aqui, arrombaram e levaram abolsa dela!”
O aposentado Antonio Ramos visita e sepultura do filho e da nora com frequência. Segundo Antônio, até o banco da sepultura já foi levado.
“Um dia desses chegamos aqui e tinham levado o banco da sepultura do meu filho. Tivemos de mandar fazer outro!”
Casos assim são cada vez mais frequentes no cemitério São João Batista, o maior da capital do Estado.
A administração do cemitério preferiu não gravar entrevista, mas segundo os funcionários, as investidas dos bandidos são em horários de pouco movimento. Os alvos são sempre pessoas que ficam rezando de cabeça baixa, em locais distantes da administração do cemitério.
Os cemitérios de Manaus são administrados pela Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp).
