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Rotta cobra, a órgãos de proteção e vigilância, eficiência na prevenção de desastres, no Amazonas

A ineficiência na prevenção de desastres, por parte de órgãos de Vigilância e Proteção da Amazônia foi criticada, nesta quarta-feira (02), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

O deputado Marcos Rotta (PMDB), cobrou um posicionamento do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), sobre o cumprimento do papel desses órgãos federais em prever eventos críticos, como o temporal do início da semana, que, em poucos minutos, causou prejuízos de milhões de reais em toda a capital, tanto no setor público como no setor privado.

A tempestade surpreendeu os moradores de Manaus,  causando transtornos ao trânsito, ao sistema de energia elétrica, hospitais, escolas, empreendimentos comerciais, desabamentos de encostas, telefonia e internet, resultando em verdadeiro caos.

Para o parlamentar, é um absurdo que, com tanto investimento de dinheiro público em estrutura e tecnologia, inclusive com divisões de meteorologia, esses órgãos não tenham condições de prever com antecedência, esse tipo de desastre:

“É inadmissível que um órgão como esse, com a estrutura que possui, não consiga prever, com o mínimo de antecedência, um evento tão drástico, como foi esse temporal da última segunda-feira. E nós tivemos aqui fatores que não são comuns no Estado do Amazonas, como ventos com mais de 90 km por hora, chuva de granizo, em alguns pontos de Manaus.”

Para Rotta, se mesmo com a estrutura de que dispõem, os órgãos não conseguem cumprir o seu papel, é preciso repensar o modelo:

“Então, acho que nós precisamos repensar o modelo de Proteção e Vigilância da Amazônia, porque é inadmissível que um órgão com tanta infraestrutura, tanto investimento, com tanto dinheiro público, não consiga prever, como acontece nos EE.UU, por exemplo, órgãos até menores que o Sipam, consigam prever, até com horas de antecedência, p’ra que a Defesa Civil possa ser acionada; p’ra que o comércio possa ser acionado, enfim, p’ra que se tome as medidas necessárias, a fim de evitar o caos que nós presenciamos na última segunda-feira. Não conseguimos entender por que tem tanta infraestrutura, consegue ser tão ineficiente, a ponto de não prever um desastre dessa magnitude!”

O deputado anunciou que, na semana que vem, pretende convidar representantes dos dois órgãos, autoridades das defesas civis municipal e estadual, meteorologistas e especialistas para debater o assunto em uma audiência pública.

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