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Risco de surtos de doenças coloca FVS em alerta em 24 municípios do AM, atingidos pelas cheias

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), instituição do Governo de Estado vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), está intensificando o monitoramento às doenças de veiculação hídrica, associadas às enchentes, como é o caso da Hepatite, Leptospirose e doenças diarreicas, bem como o aumento do risco com animais peçonhentos. O trabalho já está sendo feito nos municípios de Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte (da calha do Madeira), Guajará, Ipixuna e Envira (calha do Juruá); Boca do Acre, Pauini, Canutama, Lábrea (calha do Purus); e Apuí (calha do Madeira/rio Aripuanã).

De acordo com a FVS, até o momento, não há registro de surtos de doenças, porém,  já estão sendo emitidos alertas aos municípios, com o fortalecimento dos Comitês de Vigilância em Saúde Municipais, o abastecimento com hipoclorito de sódio nas unidades de saúde e o estabelecimento de um fluxo de comunicação com a sociedade.

Segundo o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, as ações de investigação dos problemas de saúde pública são coordenadas pelo Grupo Técnico Operacional de Vigilância em Saúde da Fundação. “Na vigência de qualquer anormalidade, em conjunto com as vigilâncias em saúde municipal serão definidas ações de prevenção e controle, assim como, quando necessária, a coleta de amostras de material biológico para isolamento de possíveis germes relacionados ao evento, além da coleta e análise de amostra de água. Esse material terá como suporte o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS)”, explica.

Albuquerque esclarece que para a prevenção de doenças oriundas das enchentes, além de visita de nossos técnicos para avaliar in loco a situação da população, a FVS também  é responsável pelo planejamento da distribuição do hipoclorito de sódio, enviado aos municípios pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema). “A média de envio é de 8 mil frascos por município. Essa quantidade pode ser ampliada de acordo com necessidade ou solicitação do município”, ressalta.

Segundo dados  da Defesa Civil do Estado, ao todo, 24 municípios no Amazonas estão enfrentando a cheia e apresentam situações de anormalidade. Cerca de 66 mil pessoas já foram atingidas diretamente pelas cheias do Rio Madeira, Purus e Juruá.

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