A presidente Dilma Rousseff rebateu, nesta segunda-feira (24), durante a VII Cúpula Brasil União Europeia, as críticas feitas pelo bloco econômico europeu à Zona Franca de Manaus (ZFM), após uma consulta feita à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os incentivos fiscais usados pelo Brasil e pelo Estado do Amazonas para atrair investidores para a ZFM.
Cumprindo a promessa que fez, durante visita a Manaus, na semana passada, Dilma afirmou que, ao gerar emprego e renda à população do Amazonas, a Zona Franca evita o desmatamento, já que “derrubar árvores e muito lucrativo”.
“Estranhamos a contestação, pela Europa, na OMC – mesmo sabendo que se trata apenas de consulta prévia -, de programas que são essenciais para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira”, afirmou a presidente.
Dilma disse, ainda, que comunicou, na reunião, a surpresa com o fato de, segundo ela, a Europa contestar uma “produção ambientalmente limpa” e “fundamental para conservar a floresta em pé”.
“Assinalei minha surpresa de que a Europa, região tão preocupada com questões ambientais, conteste uma produção ambientalmente limpa, que gera emprego e renda e que é instrumento fundamental para a gente conservar a floresta em pé”, disse Dilma.
A chefe de Estado brasileira destacou que a região abriga a maior florestal tropical do mundo e uma das maiores reservas de água doce do planeta, afirmando que “preservá-la implica necessariamente isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali”, concluiu.
No encontro, que teve a participação do presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Von Rompuy, e do presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso, Dilma também apresentou aos presidentes europeus a intenção de levar adiante as negociações para firmar o acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia.
“A integração entre o Mercosul e a União Europeia contribuirá para a recuperação da economia mundial. Acredito que esse será uma grande contribuição que nós vamos dar para a recuperação econômica para os países do mundo, em especial para os de duas regiões tão importantes, como é o caso do Mercosul e União Europeia”, afirmou Dilma.
Uma nova reunião técnica entre os dois blocos econômicos está prevista para o dia 21 de março.
