07/08/13 – Há muito, a cena do metal brasileiro não vê um bom lançamento que saia da trinca Angra, Shaman, Sepultura. Subtraindo bons discos de medalhões como Ratos de Porão, Korzus e Krisium e boas experiências de “projetos coletivos” quase sempre desses mesmos artistas, o que sobra é uma cena pouco atraente quando não conservadora.
O marasmo faz da mesmice uma ditadura e ditadura definitivamente não combina com rock. Talvez por isso, ao ouvir os primeiros acordes do novo álbum da banda República, é possível vislumbrar uma luz no fim do túnel.
O disco composto por 10 faixas ainda não tem nome nem musica de trabalho mas, o que ele tem de sobra é atitude. Gravado entre São Paulo, berço dos integrantes da banda e Los Angeles, o álbum conta com a participação especial de Roy Z – que já trabalhou com Bruce Dickinson, Judas Priest, Rob Halford e Sebastian Bach – e há oito meses está sendo desenhado pelas mãos do premiado produtor Luis Paulo Serafim.

Formada por Luiz Fernando (guitarra), Marco Vieira (baixo), Jorge Marinhas (guitarra), Gabriel Triani (bateria) e Leo Belling (vocal), o quinteto paulistano promete surpreender no festival.
Lançamento
O lançamento acontecerá no dia 19 de setembro, no palco Sunset do Rock In Rio. Formada por Luiz Fernando (guitarra), Marco Vieira (baixo), Jorge Marinhas (guitarra), Gabriel Triani (bateria) e Leo Belling (vocal), o quinteto paulistano promete surpreender no festival. Para Leo Belling, vocalista do República, o show não poderia ser mais oportuno. “São oito meses de gravação para lançarmos um trabalho novo e isso acontecerá oficialmente no palco do Rock In Rio”, comemora.
Ainda segundo Leo, o show do Republica no maior evento de rock do mundo será fiel ao novo disco. “A apresentação será pautada no novo disco que é todo em inglês”, adianta.
Ele explica que a decisão de cantar na língua pátria do rock se deu em função da nova fase pela qual passa o Republica. “Temos dois discos onde a alternância de musicas em português e inglês está presente, mas, adotamos definitivamente o inglês nesse novo álbum pelas possibilidades que o idioma pode nos trazer além do que, queremos ouvir a força do som do Republica na língua original do rock”, destaca.
Entre mudanças e convites
Formada na década de 1990, a Republica era um hobby entre amigos Luiz Fernando e Jorge Marinhas, mas, a brincadeira ficou séria em 2011, quando o grupo foi convidado para fazer o show de abertura do Deep Purple em Fortaleza (CE). Como o guitarrista e vocalista Jorge Marinhas estava fora do Brasil, o evento marcou a entrada de Leo Belling na nova formação. “Esse show marcou uma mudança na banda, fui convidado para fazer o show de última hora e deu tão certo que a produção do Deep Purple convidou o grupo para fazer o restante da turnê no Brasil”, recorda Belling. Com vocal bem colocado e inglês apurado, Leo recebeu o convite para ficar no comando do “mic”, mas, o “dia do fico” se deu depois de pensar com cautela.”Pesei todas as possibilidades, sabia que caso eu ficasse, me dedicaria de corpo e alma, não entraria jamais para fazer figuração até porque a banda tem uma história que merece respeito”, declara. Em 2012 a banda voltou a tocar no Ceará Music e foi lá que veio o convite para o Rock In Rio. “O diretor geral do Rock In Rio Paulo Felin, estava na noite em que tocamos e ali surgiu o convite”, recorda Leo.
