
Os homens liberados – imagem de WhatsApp

A decisão da juíza de Direito de Custódia Ana Paula Medeiros Braga, de liberar, após audiência de custódia, no Fórum Ministro Henoch Reis, zona Centro -Sul de Manaus, três dos quatro acusados pela morte do sargento reformado da Polícia Militar, Silva Costa, de 56 anos, morto com 10 tiros na tarde da última quarta-feira (19/6), além de irritar a família da vítima, repercutiu negativamente na opinião pública.
Após serem liberados, os homens saíram pela porta da frente do fórum e, além da família, que esperava o resultado da audiência, também acabaram atraindo a atenção de populares.
Sob protestos dos familiares e do público, eles embarcaram em um táxi que já esperava na saída do fórum. O trio ainda chegou a ser agredido verbalmente e teve de se apressar para fugir dos protestos e escapar à fúria dos familiares.
Uma equipe de jornalistas de um site local, que fazia a cobertura do caso, filmou a saída dos homens e os protestos dos familiares.
As imagens da saída dos acusados do fórum viralizaram nas redes sociais, sob os protestos dos internautas, que buscavam uma justificativa.
Antes de escapar, os homens afirmaram que tinham medo de serem mortos. O carro em que eles saíram do local quase foi depredado e ainda teve um dos vidros quebrados.
O crime:
Veja o vídeo:
As imagens gravadas por câmeras de segurança no local do crime revelam que, depois de imóvel e sem qualquer tipo de reação, o sargento ainda leva um “tiro de misericórdia” no rosto. Confira:
Veja o detalhe do tiro do vídeo. 👆

Análise da decisão judicial:
Uma fonte consultada pela Rede Tiradentes disse que o crime existiu e foi confessado pelos 4 tanto na delegacia quanto na audiência de custódia, mas a juíza entendeu que só o primeiro foi preso situação de flagrante. Os outros três não.
“Os advogados dos assassinos do sargento sequer solicitaram a liberdade dos mesmos”, disse o advogado criminalista, que preferiu não ter o nome divulgado.
O advogado explicou que “a juíza relaxou a prisão em flagrante deles, alegando vício com relação aos requisitos que ‘fumus commissi delicti’, que consiste na soma da prova da materialidade de um crime e indícios suficientes de sua autoria delitiva. Aliado à presença do fundamento da segregação cautelar (periculum libertatis), a justificar a prisão, afirmou. “Entretanto, a magistrada não apresentou motivação legal que justifique a não homologação da prisão em flagrante e, muito menos, nada que justifique a não decretação da prisão preventiva. Por fim, a fundamentação da magistrada foi genérica, sem enquadrar a hipótese na regra legal ao caso concreto.”, analisou, concluindo:
“A maldade se tornou incontrolável!”
A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais de Administração da Polícia e Bombeiros Militares do Amazonas (ASSOAPBMAM) se manifestou por meio de Nota:
A associação ASSOAPBMAM, se une à toda sociedade amazonense e de público REPUDIA VEEMENTEMENTE o fato da justiça soltar os assassinos confessos do Sargento PM R/R Silva Costa no dia 19/06/19.
A sociedade não aceita essa situação de se ver 03 assassinos confessos, que de forma covarde, tiraram a vida de um pai de família.
É inaceitável que esses assassinos confessos continuem soltos na Rua. Isso é promover ainda mais o incentivo para que a impunidade continue e seja recorrente ver outros pais de família serem covardemente assassinados.
A associação ASSOPBMAM e a sociedade amazonense não vão se calar perante essa omissão da Justiça e vai continuar tomando as medidas cabíveis perante os poderes públicos.
