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Quadrilha que levou R$ 700 mil do Banco do Brasil, na zona Leste de Manaus, atuava em todo o país, afirma polícia

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Antenor Demétrio Lemos de Moraes, de 52 anos, foi preso em Santa Catarina -SC. A polícia o trouxe de volta para Manaus, no último dia 29; Geneson Gomes da Silva, de 28 anos, foi preso em Manaus. Os dois são suspeitos de terem sequestrado uma tesoureira do Banco do Brasil, no dia 13 de julho deste ano, para roubar R$ 700 mil da agência, localizada no bairro Jorge Teixeira, zona Leste da capital.

De acordo com o delegado Adriano Félix, da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), um terceiro participante da quadrilha, Marlon Almeida da Silva, de 28 anos, foi preso pela Polícia Federal (PF) na cidade de Caruaru, em Pernambuco-PE, por lavagem de dinheiro.

Segundo Adriano Félix, os três já praticaram vários roubos semelhantes, em outros Estados.

“Eles chegaram uma semana antes, na capital, foram até a agência do Banco do Brasil no bairro Jorge Teixeira, na Autaz Mirim e, a partir daí, começaram a observar a funcionária – hora que chegava e saía – e, no dia 13 de julho, eles a seguiram, após o expediente, às 15h30, e, no momento em que ela chegava à sua residência, eles a abordaram, se identificando como polícia. A partir daí, começou o terror, na vida da vítima. No outro dia, eles amarraram simulacros a ela e ordenaram que ela fosse ao Banco e retirasse R$ 700 mil.”

Antenor confessou o crime e disse que usou o dinheiro para pagar dívidas com agiotas. Ele chegou a pedir desculpas pelo que fez, dizendo que roubou porque não tinha emprego.

Para o delegado Geral de Polícia Civil, Raimundo Acioly, eles estão longe de serem tão inocentes. “Isso já para comover a sociedade, o Poder Judiciário e o Ministério Público (MP). Não podemos tirar isso como exemplo! São bandidos e criminosos! O homem de bom, quando está em dificuldades, está desempregado, ele vai capinar! Ele chega até a pedir, mas não vai roubar!”

Segundo o delegado Adriano Félix, Geneson usou o dinheiro roubado para comprar veículos e abrir dois comércios: uma sorveteria e uma farmácia.

“O Geneson ficou com R$ 200 mil, dessa quantia roubada, investiu numa farmácia nova e em uma sorveteria, além de comprar um Fiat Uno e uma motocicleta, que era utilizada para fazer as entregas da farmácia!”

A quadrilha foi identificada por meio das imagens das câmeras de segurança que ficam instaladas nas ruas próximas à agência bancária. Eles foram indiciados pelos crimes de sequestro, roubo majorado, cárcere privado e organização criminosa.

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