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Proposta do AM sobre aplicabilidade de simuladores chega ao Denatran na semana que vem

Durante audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (7), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a coordenadora-geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito e representante do Ministério das Cidades, Maria Cristina Hoffmann, garantiu que irá levar a proposta do Estado sobre aplicabilidade de simuladores nas autoescolas para ser analisada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Por conta das dificuldades de internet no Estado, por exemplo, a aplicabilidade de simuladores no Amazonas — uma exigência do governo federal —  é inviável.

O documento, que deverá ser entregue na próxima semana ao Denatran, foi confeccionado pela Comissão de Defesa do Consumidor (CDC-Aleam) em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), o Ministério Público do Estado (MPE-AM) e o Sindicato do Centro de Formação de Condutores de Veículos do Amazonas (Sindcfc-AM).

De acordo com Maria Cristina Hoffmann, todas as questões expostas na audiência pela CDC-Aleam, representantes de autoescolas, instrutores, representantes de municípios do interior do Estado e do próprio diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, serão levadas em consideração e analisadas pelo Denatran.

“Vou levar ao Denatran a proposta do Estado com prazos de adequação, especificidade e logística diferenciadas do Amazonas. A meta é expor as questões levantadas ao Denatran para que seja providenciada uma adequação à realidade do Estado”, afirmou a coordenadora.

Para o presidente da CDC-Aleam, deputado estadual Marcos Rotta, além do ônus que esse simulador trará para o consumidor, a aplicabilidade dele no Estado é inviável por conta dos serviços de internet oferecidos no Amazonas. “Verificamos que a coordenadora se mostrou um tanto quanto irredutível em relação à aplicabilidade do simulador no Estado. No entanto, no documento, vamos expor ao Denatran que o Amazonas é um Estado diferenciado, uma vez que sofremos com a logística e a precariedade de serviços de comunicação”, afirmou o parlamentar.

Durante a audiência, Rotta explicou à coordenadora que os órgãos de defesa do consumidor do Estado não são contra a tecnologia a ser empregada com o advento dos simuladores, mas são contrários, sim, à obrigatoriedade do instrumento no processo de emissão de habilitação. “A obrigatoriedade, por conta dos custos na aquisição de um simulador (que pode chegar a R$ 40 mil), pode provocar o fechamento de portas de autoescolas, principalmente, no interior do Estado”, comentou o deputado.

O presidente do Sindcfc-AM, Raimundo Macena, explicou que, entre as questões a serem analisadas pelo Denatran, irá constar a solicitação de um prazo de, pelo menos, 12 meses para a instalação dos simuladores nas autoescolas do Estado.

“O Estado necessita de um tempo maior para se adequar à resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No entanto, o ideal seria que o Amazonas fosse excluído dessa obrigatoriedade”, explicou Macena, ao informar que o sindicato já entrou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a suspensão da obrigatoriedade dos simuladores no Estado.

Alternativas   

Ao final da audiência, o deputado Marcelo Ramos (PSB) – autor da proposta subscrita por Rotta – informou que será formada uma comissão permanente de resistência à obrigatoriedade para abrir processo de negociação com o Denatran.

A coordenadora Maria Cristina, ao ser questionada sobre a carência de empresas certificadas para atender a demanda de simuladores, informou que, por meio de um ofício, irá solicitar que as quatro empresas habilitadas para fornecer simuladores venham até o Amazonas para realizar apresentações do instrumento.

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