
História de superação da Anádima Gomes Pires, de 47 anos, conta com apoio da família e do Hospital São Lucas em Manaus
Os primeiros sinais surgiram em março de 2025, ainda durante o período de amamentação. Atenta às mudanças no próprio corpo, percebeu que o nódulo na mama esquerda apresentava consistência diferente das glândulas comuns da lactação. Diante da suspeita, precisou buscar atendimento para realizar a mamografia.
O câncer de mama, uma das doenças que mais acometem mulheres no Brasil, alterou a rotina da professora Anádima Gomes Pires, de 47 anos, moradora do município de Benjamin Constant no Amazonas. Mãe de três filhos, ela recebeu o diagnóstico após identificar um nódulo durante o autoexame. Desde então, realiza tratamento com acompanhamento especializado e com o atendimento humanizado do Hospital São Lucas, da Hapvida, que tem garantido cuidado, orientação e acolhimento.
A confirmação do diagnóstico exigiu uma mudança significativa em sua rotina. A professora viajou para Manaus, para a realização da biópsia, deixando os filhos, o neto e parte da família no interior. O resultado foi recebido em um momento de grande fragilidade emocional.

“Foi um choque. O medo veio primeiro, seguido de muitas perguntas e inseguranças. A gente pensa nos filhos, no futuro e em como vai ser dali para frente”, afirma a professora.
Durante os primeiros meses na capital, a professora contou com o suporte emocional da prima Rosângela, que se tornou seu principal apoio psicológico. Mesmo à distância, familiares formaram uma rede de solidariedade composta pelos filhos, mãe, irmãos, sobrinhos, cunhados e pela tia Raymara.
Mudanças
Durante o tratamento, a paciente passou por mudanças físicas significativas, como perda de peso, alterações no paladar, sensibilidade gástrica e a queda de cabelo, considerada por ela um dos momentos mais difíceis do processo. Nesse período, o suporte integrado das equipes médicas, de enfermagem, dos técnicos e da farmácia do Hospital São Lucas foi decisivo. “O cuidado, a orientação e o acolhimento recebidos fizeram toda a diferença para que eu conseguisse seguir em frente”, relata.
“O atendimento no hospital sempre foi marcado por muito profissionalismo e acolhimento. A equipe demonstra preparo e sensibilidade em cada contato, e a Dra. Maria Auxiliadora Trindade tem um papel fundamental ao me orientar com atenção durante todo o tratamento”, ressalta Anádima. Na unidade, a paciente conta com estrutura adequada para a aplicação da quimioterapia, acompanhamento da equipe assistencial e orientações médicas que garantem segurança e acolhimento em cada sessão.
Condução individualizada
A médica Maria Auxiliadora, oncologista da Hapvida, explica que o câncer de mama exige diagnóstico preciso, tratamento adequado e acompanhamento contínuo, sempre de forma individualizada. No caso de Anádima, o diagnóstico precoce permitiu a definição de um protocolo terapêutico seguro, aliado ao cuidado humanizado.
“A mamografia é o principal exame para o diagnóstico precoce, pois identifica alterações ainda iniciais, quando as chances de cura são maiores. O autoexame contribui para o autoconhecimento do corpo, mas não substitui os exames de imagem, já que, em geral, o nódulo palpável costuma ter mais de 1 centímetro”, afirma Dra. Maria.
Câncer de mama

O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que, até o final de 2025, o país deve registrar 73.610 novos casos. Em 2023, mais de 20 mil mulheres morreram em decorrência da doença.
A neoplasia ocorre quando células da mama passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores que podem se espalhar para outros órgãos se não forem tratad…
