Com a aproximação das festas de final de ano, bem como o início das estações mais quentes, fatores que auxiliam na evolução dos negócios, a produção de bicicletas somou 72 mil unidades em outubro, volume 13,6% acima do registrado em setembro, com 63,4 mil unidades.
Os dados foram divulgados pela Abraciclo, (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e se referem às operações de suas associadas, que têm fábricas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus).
Em comparação ao mesmo mês de 2015, com 74,3 mil bicicletas produzidas, houve retração de 3%, com 2,2 mil unidades a menos. De janeiro a outubro de 2016, o índice acumula queda de 12,8%, passando de 600 mil unidades em 2015, para 522,9 mil unidades no presente ano.
Indústria do PIM
De acordo com o diretor comercial da OX Bike, Daniel Safdie Douek, a empresa também registrou um crescimento na fabricação de 70 mil unidades de bicicletas em 2016, 10 mil a mais referente há 60 mil unidades de 2015. “E este ano foram vendidos mais de 90% do que foi fabricado”, destaca o diretor.
Com 120 funcionários na ativa fabricando as bicicletas OX, Douek, disse que as vendas, apesar da crise que afetou o Brasil durante o ano todo, se seguiram razoavelmente bem. “Temos expectativas de crescimento da nossa marca OGGI para o ano de 2017. Esperamos um aumento de 10% a 15% na venda desse produto”, acredita o diretor comercial.
Além da OX Bike, a indústria de bicicletas no PIM, ainda tem o reforço da Prince, Houston e Sense, além da tradicional Caloi. A OX Bike, presente no PIM desde o início da década, representa a confiança no segmento. Em 2014 a fábrica teve seu controle adquirido pelo grupo Isapa, do empresário Isacco Douek, recebendo investimento adicional de R$ 5 milhões, para a produção de 240 mil bicicletas por ano. A mesma fica situada na rua Flamboyant, 1403 – Distrito Industrial de Manaus.
Venda em Manaus
Para o proprietário da loja Office Bike, Irildo Pinheiro, localizada no bairro da Compensa, o início de 2016 houve pouca saída de bicicletas de sua loja. “Mas a partir do início do segundo semestre as vendas ficaram muito intensas. Acredito que, desde o início do ano, chegamos a vender mais de 100 bikes e, a maioria delas, de passeio. Vejo isso como uma conquista, se compararmos com a baixa nas vendas do ano passado”, salienta o empresário.
Há 20 anos no mercado, a loja Office Bike vende três tipos de bicicletas: de competição, de trabalho e as de passeio, nos valores que iniciam de R$ 499 até R$ 20 mil. “Estou otimista para que as vendas subam ano que vem. Entendo que a crise sempre existiu no nosso país, mas o esporte e o lazer, o brasileiro nunca deixou ser afetados. Por isso, tivemos uma margem boa nas vendas e produção das bicicletas nacionais”, ressalta Pinheiro.
O Brasil é o 4º maior produtor mundial de Bicicletas, chegando a produzir anualmente, 3,5 milhões de unidades com um orçamento de R$70 milhões da frota nacional. Já com as motocicletas, o país está em 6º lugar como maior produtor do veículo no mundo, chegando a produzir 1 milhão de unidades por ano em um orçamento de R$24 milhões na frota nacional.
Exportação e importação
Segundo os dados do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), a importação de bicicletas em todo o território nacional apresentou recuo de 46% nos primeiros dez meses de 2016, totalizando 114,9 mil unidades. Em período similar do ano passado, foram importadas 213 mil unidades.
As bicicletas importadas no período de janeiro a outubro do presente ano foram produzidas basicamente na China (99,8 mil unidades), Taiwan (8,8 mil), Portugal (2,9 mil) e Camboja (1,1 mil).
As exportações de bicicletas produzidas no Brasil, por sua vez, registraram queda de 5,4%, com 4,2 mil unidades exportadas nos dez primeiros meses do presente ano, ante volume de 4,4 mil unidades em igual período de 2015.
Os principais destinos das bicicletas exportadas pelo Brasil no volume acumulado de janeiro a outubro foram o Paraguai (2,3 mil unidades), Bolívia (880) e Uruguai (508). No comparativo entre os acumulados dos dez meses de cada ano, as exportações para a Bolívia foram as que mais evoluíram, alcançando uma variação de 211% em 2016.
Fonte: Jornal do Commércio
