A primeira fábrica de beneficiamento de calcário dolomítico (de uso agrícola) do Amazonas será inaugura nesta sexta-feira (07). A cerimônia será às 9h, com a presença do governador Omar Aziz.
A Calnorte Ltda. está localizada no quilômetro oito do Ramal Bela Vista, cujo acesso se dá no quilômetro 55 da rodovia Manuel Urbano (AM-070). A fábrica vai processar o calcário extraído da mina do Jatapu, que fica no município de Urucará (a 680 quilômetros da capital).
O projeto coordenado pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH), Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) e Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), vai permitir que o produtor rural do Amazonas compre calcário agrícola com preço 70% menor do que o cobrado pelo produto importado dos Estados do Ceará, Rondônia e Mato Grosso.
Para o governador Omar Aziz, a inauguração da fábrica representa um avanço na produção rural do Estado, pois vai permitir ao pequeno produtor reduzir custos com o cultivo e melhorar a qualidade dos produtos, em razão dos benefícios do calcário na correção da acidez do solo, bem como no aumento da disponibilidade de nutrientes.
O uso do minério também vai trazer benefícios ao meio ambiente, uma vez que, em geral, os produtores realizam queimadas da vegetação para a diminuição dessa acidez. “Vamos levar aos produtores um calcário a preços mais baixos, que dê para eles produzirem e ganharem bem, não ao preço de mercado de hoje, que aumenta os custos”, frisou o governador. De acordo com a secretária estadual de Mineração, em exercício, Jane Crespo, o calcário beneficiado será vendido ao preço de R$ 155 a tonelada, bem abaixo dos mais de R$ 400 pagos hoje pelos produtores amazonenses. Segundo Jane Crespo, as primeiras quatro mil toneladas do minério, transportadas em balsas até o porto da Calnorte, em Manacapuru, já estão na fábrica prontas para serem beneficiadas, a partir desta sexta-feira.
Capacidade de produção – A fábrica Calnorte tem capacidade de produção de 40 toneladas de calcário em pó por hora, sendo 400 toneladas por dia. De acordo com o proprietário da fábrica, José Nonato de Almeida, por ano devem ser produzidas 20 mil toneladas do minério. Segundo ele, a quantidade vai variar de acordo com a procura de consumidores.
Trabalho conjunto – Um grupo de trabalho, formado pelas secretarias estaduais de Planejamento (Seplan), de Produção Rural (Sepror), de Fazenda (Sefaz) e Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), em parceria com a comissão de mineração da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e órgãos federais como Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), realizaram um estudo para viabilizar a implantação do empreendimento, onde foi constatada a possibilidade de extração de calcário rico em magnésio.
