Nesta terça-feira (15), o Fundo PositHiVo, Fundo de Sustentabilidade às Organizações da Sociedade Civil (OSC) que trabalha com HIV/Aids e Hepatites Virais, promove um encontro de orientação e conscientização sobre a importância de retomar o tema prevenção do HIV no Brasil.
O evento, que acontece em São Paulo, contará com a participação de 12 líderes, representantes de entidades e organizações renomadas, que atuam em prol da conscientização de todas as questões que envolvem HIV/Aids.
De acordo com o último Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2015, a epidemia no Brasil tem se concentrado, principalmente, entre as populações vulneráveis e mais jovens. Em 2004, a taxa de detecção entre os jovens – de 15 a 24 anos, era de 9,5 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2014, esse mesmo número passou para 13,4 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 41% nesse perfil de público.
“As gerações mais novas não vivenciaram o pico do HIV no Brasil, na década de 80. Além disso, tem também a mudança de comportamento que culmina com o perfil mais liberal dos jovens. Aliado a esse cenário, nos últimos anos, quando se fala em HIV, comenta-se muito sobre outros avanços relativos ao vírus, mas dificilmente menciona-se a prevenção em ações de políticas públicas e de conscientização, fator esse que deve voltar a ser uma prioridade em toda e qualquer comunicação que envolve o tema perante a sociedade”, diz Harley Henriques, coordenador Fundo Fundo PositHiVo.
Amazonas
No Amazonas, no início deste ano, por meio do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, o Ministério da Saúde admitiu a existência de uma nova epidemia da doença, que, no Estado, atinge exatamente os jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos.
Fundo PositHiVo
O Fundo PositHiVo, Fundo de Sustentabilidade às Organizações da Sociedade Civil (OSC) que trabalha no campo do HIV/Aids e das Hepatites Virais, foi criado no ano de 2014 com uma missão muito especial: mobilizar recursos para financiar instituições que trabalham com a causa dessas enfermidades.
Pelo País, são centenas de organizações da sociedade civil que se dedicam a fortalecer ações de prevenção, assistência e garantia dos direitos humanos das pessoas que vivem e convivem com HIV e com hepatites.

