Novo valor começa a valer a partir de junho.
O aumento será, em média, de 9%.

O reajuste do Bolsa Família, anunciado pela presidente Dilma, vai começar a valer a partir de junho.
O aumento será de 9%, em média. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, para a linha de extrema pobreza, os repasses sobem de R$ 77 para R$ 82 e os benefícios variáveis, de R$ 35 para R$ 38 e de R$ 42 para R$ 45. Segundo o governo, o custo estava previsto no orçamento para este ano.
A correção de 5% na tabela do Imposto de Renda para declarações de 2017 precisa ser enviada ao Congresso e aprovada. O governo ainda não explicou o custo da medida.
Outras propostas são o aumento de cinco para 20 dias da licença-paternidade para o funcionário público e a contratação de 25 mil novas moradias no programa Minha Casa, Minha Vida para entidades e faixa um, a mais baixa, para quem ganha até R$ 1,8 mil.
A presidente também falou da prorrogação por mais três anos do programa Mais Médicos. A Medida Provisória foi assinada sexta-feira (29).
Na terça-feira deve ser feito o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar.
Cortes
Apesar do reajuste do Bolsa Família, algumas ações e programas sociais do Governo Federal vem sofrendo cortes esse ano, segundo um levantamento feito pelo Partido Democratas e publicado na edição de domingo (1) do jornal O Globo.
O estudo mostra que houve redução de verbas em pelo menos 10 programas. Na construção de creches, por exemplo, a queda real no orçamento foi de 87%.
No Bolsa Família, a redução foi de R$ 1,7 bilhão em valores reais corrigidos pela inflação. O levantamento também cita cortes no Minha Casa, Minha Vida, Fies e Pronatec. O governo disse que, nesse momento, não vai se posicionar sobre o assunto.
