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Prefeito se declara apunhalado por rodoviários e ameaça cortar subsídios de empresários do transporte, por causa da greve

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, se declarou “apunhalado pelas costas”, na manhã desta quarta-feira (07), ao ser informado sobre a nova greve surpresa dos motoristas do sistema de transporte coletivo, que voltaram a deixar a população da capital ‘a ver navios’, nos pontos de ônibus.

De acordo com Arthur, que está em viagem à Europa, tratando da promoção de Manaus para Copa do Mundo, se considerou “traído” pelos rodoviários, que decidiram “precipitadamente” por nova paralisação, sob o argumento do não cumprimento do acordo de aumento do vale refeição e corte dos dias parados, na última greve.

O prefeito também ameaçou cortar os subsídios concedidos aos empresários do setor, e os considerou “irresponsáveis e ineptos”, por terem decidido não abonar os dias parados da greve anterior dos trabalhadores. Avisando que, se for preciso, alterará a agenda para voltar a Manaus, Arthur afirmou que não pretende aumentar a tarifa e vai mantê-la em R$ 2,75.

O prefeito determinou ao Superintendente Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, que seja “enérgico” e envide todos os esforços no sentido de negociar com os empresários o pagamento imediato dos dias parados, por meio de uma folha extra, com o objetivo de garantir a normalidade do funcionamento do sistema.

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