Subsede na Copa do Mundo de 2014, em julho, Manaus tem um porto sem condições adequadas para atender o incremento da demanda de turistas no evento. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (12), pelo comandante da Capitania dos Portos no Amazonas, Comandante Carlos Machado. “O Porto de Manaus terá problemas no atendimento aos turistas que chegarem para Copa”, disse o comandante, durante a audiência pública sobre a situação dos portos do Estado, na Assembleia Legislativa (ALE-AM), nesta semana. A audiência foi solicitada pelo deputado estadual Sidney Leite (PROS), motivado por várias situações irregulares que presenciou, em obras nos portos do interior e na capital.
O Porto de Manaus está em processo de licitação para obras de melhorias, mas o projeto está suspenso pela Justiça Federal que identificou irregularidades no certame e, por isso, pede que um novo edital seja publicado. “Manaus, hoje, não tem um porto público adequado para os turistas. No caso do transporte fluvial de cargas, o Polo Industrial é atendido pela iniciativa privada, mas quando há problemas com esses terminais, como o deslizamento do aterro, no porto Chibatão, em outubro do ano passado, isso compromete a produção das fábricas do Polo Industrial e Manaus (PIM). Além disso, não tem um porto preparado para receber os passageiros do Interior e de estados próximos. Idosos, grávidas e crianças precisam fazer malabarismo sobre pranchas, tábuas e rampas para desembarcar”, afirmou O parlamentar.
Durante a audiência pública, a coordenadora de implantação de terminais hidroviários da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf), Ivete Coelho Dibo, relatou a situação dos terminais no Interior, que tiveram as obras licitadas em 2005 e 2008. Ela afirmou que o Governo do Amazonas vai entregar todos os portos, até o final de 2014.
De acordo com Sidney Leite, a audiência serviu para definir as responsabilidades de cada órgão envolvido com as obras dos portos e buscar soluções para que as irregularidades sejam sanadas.
Críticas ao DNIT
O deputado repudiou a ausência de um representante do DNIT, convocado com bastante antecedência para a audiência. “Quando vamos ao DNIT, ouvimos informações que são diferentes dos relatos que estamos ouvindo aqui. É uma irresponsabilidade de um órgão dessa importância não estar presente nesse tipo de debate, dando as satisfações que lhe competem”, reclamou.
Portos Alfandegados
Sidney Leite destacou que vai articular com as autoridades envolvidas e os órgãos competentes, assim como com a Associação dos Municípios do Amazonas (AMA), a questão da instalação do serviço de Alfândega em alguns portos do interior. ”Terminais importantes, do ponto de vista comercial, como Tabatinga e Itacoatiara, não são alfandegados, deixando de agregar valor aos produtos do PIM, assim como, de incrementar o comércio nas suas fronteiras e fazer com que produtos cheguem à região com custo mais acessível”, disse.
