Mato, sujeira, pichações, abandono. Visitar hoje os parques do Programa Ambiental de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim), do Mestre Chico da Cachoeirinha – zona Centro Sul – e o Parque Kako Caminha, no bairro da Glória – zona Oeste – só se for de passagem. Além do abandono, o autônomo Emanoel dos Santos também está preocupado com a violência, que toma conta desses locais, segundo os moradores, por causa do tráfico de drogas.
No Parque Mestre Chico, no bairro Cachoeirinha, onde está localizada a Ponte histórica da Sete de Setembro, o cenário é de completo abandono. Tudo foi destruído e, segundo o vigilante Raimundo Ribeiro, o que não foi depredado foi roubado.
Lixeiras quebradas, luminárias depredadas, fiações da ponte de ferro arrancadas e até um cachorro morto foi encontrado pela reportagem da Rede Tiradentes. O animal morreu em frente a um posto policial, que também não está funcionando.
De acordo com a comerciante Ítala Duarte, a falta de segurança é perigosa para tanto para os frequentadores do Parque como para microempresários da área. Segundo a dona de casa Taiane de Souza, assaltos dentro do Parque do Mestre Chico são cada vez mais comuns.
No Parque Kako Caminha, no bairro Compensa, zona Oeste, a realidade é a mesma, com quiosques depredados, luminárias quebradas, muita sujeira, esgotos a céu aberto e o complexo esportivo abandonado. O bombeiro hidráulico, Janderson Menezes, reclama da situação e pede providências à empresa responsável e às autoridades.
Em nota, a assessoria de comunicação do Prosamim informou que, desde 2007, tenta repassar os parques que construiu para a administração do município. Para isso, assinou convênios com a prefeitura para onde foram repassados quase R4 230 mil de um total de R$ 250 mil, para que o município administrasse os parques, como faz nas demais áreas públicas da capital. O recurso, entretanto, ainda não foi disponibilizado, por razões burocráticas.
