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Polícia Civil conclui inquérito sobre massacre no Compaj. Relatório aponta que ordem para as execuções partiram de liderança de facção criminosa

O relatório, com mais de 2, 6 mil páginas, se baseou em testemunhos de agentes penitenciários, detentos e nas imagens das câmeras de vigilância do presídio, que registraram todo o massacre, ocorrido no dia 1ª de janeiro deste ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no km 8 da BR 174, zona rural de Manaus.

Segundo a polícia, a ordem para o massacre partiu do traficante, líder da facção criminosa denominada FDN, José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como “Zé Roberto”, que hoje está preso em um presídio federal.

No inquérito, 210 pessoas foram indiciadas por participação direta nas execuções. Ainda de acordo com as investigações, o massacre teve início no corredor que dava acesso ao setor denominado “Seguro”, que engloba três celas, sendo uma delas com presos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), considerado o maior rival da FDN; outra, com presos especiais, composta por detentos que não podiam entrar em contato com os demais, e, por fim, a cela “inclusão”, de presos que respondem por estupro e que teriam ‘desrespeitado’ as ‘normas’ da FDN.

Ainda segundo o inquérito, os alvos dos executores eram os líderes do PCC, bem como outros integrantes, e os presos especiais.

A rebelião durou 17 horas até ser contida completamente pelas forças de segurança. Ao final, foram contabilizados 56 detentos mortos por disparos de arma fogo, esquartejamento, degolação e asfixia. Em alguns casos, as vítima tiveram os órgãos retirados.

O inquérito policial foi remetido à justiça no último dia 31 de agosto. Além de oitivas, fotos, áudios, laudos médicos, também foram incluídos no documento imagens de vídeos de câmeras do circuito interno do COMPAJ.

A reportagem completa você acompanha no telejornal Notícias da Horas, que começa pontualmente às 18 horas, na TV Tiradentes

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