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PM instala barreiras para conter invasão e aguarda mandado para executar reintegração de posse, na AM-070

Cerca de 300 policiais foram mobilizados, nesta segunda-feira (23), pelo Governo do Amazonas, por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), colegiado da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM), para cumprir decisão da Justiça Federal que determinou a instalação de barreiras para impedir o avanço da invasão de uma área no km 6 da rodovia Manoel Urbano (AM-070), em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus (RMM), a 25 quilômetros da capital.

A ordem judicial foi expedida pelo juiz federal Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, que determina que as Polícias Militar (PM-AM) e Federal (PF-AM) impeçam a entrada de pessoas e veículos na área de 50.000m2, onde, há cerca de três meses, se instalou uma ocupação irregular. De acordo com o GGI, a presença da polícia será ostensiva, até que seja expedida a reintegração de posse da área. Ainda de acordo com o GGI, não houve conflitos na chegada e instalação de barreiras pela polícia.

Para garantir o cumprimento da ordem judicial, a PM-AM montou barreiras em cinco pontos que dão acesso ao local. Já nas primeiras horas desta segunda-feira, centenas de pessoas foram impedidas de entrar na invasão. Para o secretário executivo do GGI, Frederico Mendes, são pessoas que saem sempre a noite para dormir em outros locais e retornam no início do dia, com o intuito de garantir o espaço na invasão.

“Os esforços são para certificar o cumprimento de uma ordem judicial e, ao mesmo tempo, evitar qualquer tipo de confronto com a população que se instalou no local”, disse Frederico Mendes.

Segundo um levantamento da PM-AM, pelo menos seis mil pessoas ocupam a área, que foi identificada como Área de Preservação Ambiental (APA). O Batalhão de Policiamento Ambiental também faz parte do contingente policial que aguarda a ordem de desocupação da área.

Conforme o comandante do batalhão, tenente-coronel Flávio Diniz, assim que o mandado de reintegração for expedido, haverá uma avaliação dos danos causados à fauna e flora do local, e os autores serão punidos. “Recebemos denúncia de que houve corte e queima de árvores, além do abatimento de animais”, adiantou Diniz.

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