A policial militar Jacqueline Coelho Douranth (32), da 14ª Companhia Interativa Comunitária foi atingida no pescoço com tiro de pistola ponto 40, por um colega de farda, identificado como Gebson Rodrigo Mendonça Coelho, da 9ª Companhia Interativa Comunitária.
O descuido aconteceu em um stand de tiros da PM no Km 1 da Am 010. Após o tiro, a policial foi levada às pressas para o politrauma do Pronto-Socorro João Lúcio, na zona leste de Manaus.
Segundo os médicos do Pronto-Socorro João Lúcio, a soldado não corre risco de morte, apesar da bala permanecer alojada no pescoço e das fortes dores que vem sentindo.
Durante a permanência da nossa equipe de reportagem no hospital, os policiais tentaram blindar a família da vítima.
Um dos policiais chegou a dizer que a família não queria falar com a imprensa. Porém, os familiares conversaram conosco e só não gravaram entrevista por conta da forte pressão exercida.
Segundo a tia e o marido da vítima, a família quis transferi-la para uma unidade particular, porque precisaram que um exame chamado ressonância fosse feito, mas o hospital não pôde realizá-lo. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam) não atendeu as chamadas feitas pela nossa equipe, pelo telefone de final 1702 na tarde desta quinta-feira para explicar o motivo de não haver disponibilidade do exame.
Já o Comando da Polícia Militar do Amazonas preferiu não se pronunciar neste primeiro momento, sobre o incidente com a policial militar. Apenas enviaram uma nota lamentando o fato, e informando que vai tomar as devidas providências em relação ao atendimento médico da PM.
Nas ruas de Manaus, a população estranhou a ocorrência no estande de tiro da polícia militar e acredita que o local deva passar por uma rigorosa vistoria para evitar que outros incidentes como este, volte acontecer.
Reportagem: Fabio Melo
Edição de texto: Manuela Vieira
