O processo, que tramita sob segredo de Justiça, teve um dos trâmites mais ágeis do TJAM, estando pronto para julgamento desde o dia 13 de janeiro desde ano. Como o relator, desembargador Rafael Romano, estava de férias, o processo só pode ser incluído na pauta do Pleno após o seu retorno, que ocorreu na segunda-feira, dia 27.
O processo estava pronto para ser julgado desde o dia 13 de janeiro deste ano, porém, só pode ser colocado na pauta da sessão do Pleno após o retorno do relator, desembargador Rafael de Araújo Romano, que encontrava-se de férias, tendo voltado ao trabalho na última segunda-feira, dia 27. Na avaliação do magistrado, o trâmite desse processo foi extremamente rápido, considerando o tipo de ação, a grande quantidade de acusados e a dificuldade de localização dos citados. “Dos 20 acusados, cinco não foram encontrados. Com isso, acolheu-se a promoção ministerial e determinou-se a realização de novas diligências, entre elas a intimação de um dos acusados no interior do Estado e ofício ao Tribunal Regional Eleitoral para que posse fornecido o endereço dos denunciados”, comentou Romano. Após a realização das diligências, dois acusados não foram intimados por não serem localizados. “Com isso, promovemos o ato por meio de edital. Como não houve qualquer manifestação, comunicamos a Defensoria Pública para que interviesse no feito e indicasse um defensor para a defesa de ambos”, acrescentou.
Na sessão do Pleno desta terça, o Plenário foi esvaziado para julgamento uma vez que a ação tramita em Segredo de Justiça a fim de proteger as vítimas, menores de idade, conforme determina a legislação. O julgamento começou um pouco antes das 9h30 e por volta das 13h foi encerrado. Na pauta da sessão, estavam previstas três sustentações orais, mas outros pedidos foram deferidos e no final, cinco advogados – Marcus Vinicius Rosa, Carla Luz Abreu, Jayme Pereira Júnior, João Carlos Dalmagro Júnior e Alexandre Magno Aranha Rodrigues – se manifestaram em plenário.
Como o desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, que iniciou presidindo a sessão, alegou impedimento para julgar o processo, pois possui um parente que atua no escritório de advocacia que representa um dos acusados, a presidência da sessão ficou sob responsabilidade do desembargador Domingos Jorge Chalub. Outros dois magistrados, Aristóteles Lima Thury e Djalma Martins, alegaram suspeição e não votaram nesse processo.
Acompanharam o voto do relator os desembargadores João Mauro Bessa, Cláudio Ramalheira Roessing, Sabino Marques, Carla Maria dos Santos Reis, Wellington José de Araújo, Jorge Lins, Onilza Gertz (juíza convocada), João Simões, Socorro Guedes, Yedo Simões e Paulo Lima.
