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Plano de Mobilidade Urbana da capital chega à Câmara Municipal de Manaus nesta quarta-feira

Mobilidade-Urbana

O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob-Manaus) chega nesta quarta-feira (18) à Câmara Municipal de Manaus, enviado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. O documento propõe consolidar a política da cidade em nove diretrizes gerais.

Entre outros objetivos, o PlanMob-Manaus busca reduzir em 15% o custo estimado do setor para os próximos 20 anos; investimentos prioritários na mobilidade coletiva; e benefícios sociais superiores a R$ 9 bilhões no período, suficientes para compensar os investimentos.

De acordo com a Prefeitura, as diretrizes apontam para a necessidade de favorecer os deslocamentos motorizados de média e grande distâncias por meio do serviço de transporte público coletivo, que será alvo de planos e projetos; priorizar a circulação do transporte coletivo no sistema viário; valorizar a bicicleta nos deslocamentos de curta e média distâncias, como meio complementar de transporte e lúdico; reconhecer e favorecer o deslocamento a pé; estabelecer melhor articulação viária para redução da sobrecarga de fluxos desnecessários nas vias principais e para redução do tempo de circulação; promover a coordenação e integração entre os diversos tipos de transportes; propiciar mobilidade para as pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção; reduzir os impactos ambientais da mobilidade urbana;  fortalecer a gestão pública.

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Segundo a Prefeitura, o plano foi desenhado a partir de estudos que apontam para o crescimento no índice de motorização da cidade e a perda gradativa da participação do modo coletivo nesse percentual.

Os estudos apontam que a cidade passou de 95 automóveis por mil habitantes em 2005 para 161, em 2015. Enquanto isso, a participação do modo coletivo de motorização caiu de 53% para 39,5% em igual período enquanto a motorização individual cresceu 14% subindo de 15,5% para 30,5%.

“Manaus tem uma divisão modal muito próxima de cidades como São Paulo, onde os percentuais são praticamente iguais entre as três categorias (motorização coletiva e individual e não motorizados)”, diz o estudo.

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O estudo mostra, ainda, que Manaus interrompeu, no passado, a constituição de um sistema integrado e de racionalização da rede de serviços de transporte coletivo, bem como interrompeu a expansão dos corredores exclusivos, mantendo os terminais já construídos em estado bastante insatisfatório, com consequências na imagem, na funcionalidade e na lógica do transporte coletivo. Aliado a isso, o modelo viário potencializa os efeitos negativos por conta de uma circulação concentrada, diz o estudo.

Ainda segundo o estudo, a mobilidade motorizada em Manaus gera um custo estimado de R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões associados à mobilidade motorizada individual e R$ 1,7 bilhão para mobilidade por meios coletivos.

Os custos sociais são medidos no tempo das pessoas, emissão de gases nocivos à saúde e de efeito estufa, nos acidentes e nos custos operacionais para dispor, manter e circular com automóveis e ônibus. “Se nada for feito, os prognósticos apontam para um custo superior a R$ 7,8 bilhões (25%) nos próximos 20 anos”, diz estudo.

As propostas do PlanMob-Manaus têm como meta a reversão ou atenuação dessas perspectivas, prevendo uma redução de 15% em relação ao cenário do prognóstico para 2035, que resultarão em benefícios sociais, no prazo de 20 anos, de aproximadamente R$ 9 bilhões (valores atuais), suficientes para compensar socialmente os investimentos requeridos.

Os estudos foram realizados pela empresa Oficina Engenheiros Associados Ltda, em observância ao Caderno de referências do Ministério das Cidades e sob a supervisão da SMTU, Manaustrans e Implurb em todas as etapas e nas mais de 30 audiências e reuniões realizadas na capital para a elaboração do plano definitivo.

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