
A investigação iniciou com o recebimento de diversas denúncias de que comerciantes de Guajará estariam retendo cartões do Bolsa Família, benefício assistencial ou previdenciário dos moradores da cidade e de indígenas em troca de empréstimos e mercadorias. Além disso, esses comerciantes estariam cobrando juros extorsivos, de mais de 30% ao mês, e estariam realizando ameaças por meio de policiais militares e traficantes faccionados com a finalidade de manter a posse desses cartões e inibir possíveis denúncias à polícia. Diligências policiais preliminares foram feitas e confirmaram os relatos recebidos.

A investigação segue em andamento e o material arrecadado será analisado para embasar possíveis indiciamentos.

Os alvos são investigados por apropriação indébita, estelionato e extorsão, previstos nos artigos 168, 171 e 158 do Código Penal, além do delito de usura, tipificado no artigo 4º da Lei 1.521/1951 (crimes contra a economia popular).

O nome da operação – Katecho – é palavra grega que significa “reter com firmeza, possuir, deter”, fazendo referência ao modus operandi dos investigados.
