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Petroleiros do Amazonas rejeitam proposta da Petrobras e “cruzam os braços”, a partir desta quarta-feira (16)

Os trabalhadores da Petrobras e subsidiárias no Amazonas rejeitaram proposta negociada com a empresa e aprovaram greve por tempo indeterminado, a partir 23h desta quarta-feira (16), em Manaus.

A informação foi confirmada hoje, pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro). Devem paralisar atividades os petroleiros da Reman, da Transpetro, da sede em Manaus, do DGN e do terminal de Solimões.

Os trabalhadores cobram dos gestores uma proposta de acordo coletivo que atenda à pauta de reivindicações, protocolada no último dia 6 de agosto, e que até hoje, não foi respondida pela Petrobrás.

Nos últimos meses, os petroleiros vêm realizando intensa campanha, junto com as centrais sindicais e os movimentos sociais, em protesto contra a realização dos leilões de petróleo e gás, especialmente o do Campo de Libra, que está previsto para acontecer no próximo dia 21.

O campo de Libra fica a 170 km do litoral do Rio de Janeiro, na Bacia de Santos, e é o maior campo de petróleo já descoberto pela Petrobrás, avaliado em mais de um trilhão de reais.

De acordo com as lideranças dos movimento sindical dos petroleiros, a entrega do Campo às multinacionais representará um dos maiores crimes de lesa pátria já perpetrados contra o país. Eles exigem que o Campo de Libra fique totalmente sob controle da Petrobras, para gerar empregos e investimentos no Brasil.

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