Uma manifestação dos Servidores da Petrobras no Amazonas está programada para acontecer nesta terça-feira, a partir das 6h, em frente à sede da refinaria da empresa em Manaus, no Distrito Industrial 1, zona Sul da capital.
A categoria iniciou neste sábado (01), uma paralisação por tempo indeterminado, aderindo ao movimento nacional norteado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que tem apoio dos 12 sindicatos espalhados pelo Brasil, entre eles, o Sindicatos dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindepetro-AM).
De acordo com os dirigentes da entidade, as reivindicações englobam desde as questões trabalhistas até a insatisfação dos trabalhadores que são contra os desinvestimentos que a Petrobras vem fazendo em busca de captar recursos.
Entre eles estão o aumento de demissões, a redução de direitos trabalhistas e, principalmente, a venda de ativos da empresa. “Não podemos permitir que a empresa se venda pondo em risco um patrimônio que é do país inteiro. Os servidores não estão de acordo com essa alienação desse bem que temos”, disse.
Os servidores vinham lutando para entrar em um diálogo com a empresa e iniciar as negociações, mas sequer foram atendidos nesse período. Eles ainda entraram em debates com o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), mas a empresa a todo o momento se negou em participar. No último dia 24 de setembro, os sindicalistas entraram em greve por um dia, mas não tiveram os efeitos necessários.
Outro pleito dos petroleiros diz respeito à garantia de segurança no ambiente de trabalho. Viana informou que apenas nesse ano de 2015, já morreram 16 trabalhadores na empresa.
Em nota, a Petrobras informou que está disposta a discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Sobre a greve, ela disse que “não há prejuízos à produção ou ao abastecimento do mercado”.

