Duas pessoas atendidas pelo programa Viver Melhor – Programa Estadual de Atenção às Pessoa com Deficiências – do governo estadual, que tiveram pés e tornozelos amputados, vão testar próteses produzidas em madeira regional – a bioprótese de madeira laminada e colada – desenvolvidas pela professora e pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marlene Araújo.
Após anos se dedicando a projetos para a indústria, Marlene Araújo decidiu fazer algo voltado à questão social e há mais de 10 anos, começou os estudos para oferecer outra opção, além das próteses de fibra de carbono, aos pacientes que tiveram os membros inferiores amputados.
Ela lembra que, hoje, apenas 3% das pessoas usuárias de prótese de pé e tornozelo utilizam prótese de fibra de carbono, que são de alta resistência e permite boa mobilidade. A maioria utiliza outros tipos de próteses que não têm as mesmas características.
A professora e pesquisadora Marlene Araújo diz que percorreu um longo caminho de pesquisas, testes, modelagens, dimensionamento, escolha das madeiras – Rouxinho, Cumaru e Pau d’Arco -, até chegar à atual fase em que se encontra o produto.
Marlene Araújo afirma que há outros ganhos com a nova prótese, que vão além da economia financeira. Na opinião dela, a chance do protótipo que está sendo testado se tornar um produto comercial é bastante promissora.
Hoje, uma prótese de fibra de carbono de pé e tornozelo, custa, em média, R$ 10 mil. Já a bioprótese, segundo Marlene Araújo, não passará de 10% desse valor.
