O delegado em exercício da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Luiz Rocha, acompanhou, na manhã desta terça-feira (1º/12), o trabalho dos peritos da Polícia Civil, no veículo onde o médico oftalmologista Egídio Correia Lira Júnior, de 37 anos, foi encontrado morto, há exatamente um mês. O resultado da perícia, ocorrida no pátio da especializada, deve confirmar a participação de pelo menos dois indivíduos, os quais já foram identificados no decorrer das investigações sobre o crime.
Em entrevista coletiva, na manhã de hoje, na sede da DEHS, o delegado Luiz Rocha explicou que esta é a segunda perícia feita pela polícia no veículo Ford Ranger, cor prata, de placa JXN-9631, de propriedade de Egídio. O primeiro exame pericial ocorreu no dia em que o corpo foi encontrado.
“No curso das investigações, identificamos dois homens que seriam os autores do crime, portanto, decidimos solicitar essa perícia específica com a coleta de impressões digitais para comparar com as dos suspeitos”, explicou o delegado.
De acordo com a perita Najara Assis, além do material datiloscópico, houve também a de coleta de material genético. “Algumas provas podem estar preservadas no veículo e, com a descoberta dos suspeitos, estamos na busca de qualquer evidência que possa identificar a presença deles na cena do crime. A importância da perícia é essa: encontrar a prova técnica para comprovar aquilo que a investigação apurou”, explicou Assis, destacando que o prazo mínimo para a entrega do laudo é de dez dias, podendo ser prorrogado, em razão da coleta do exame de DNA.
O trabalho investigativo revelou que os dois homens identificados se encontram no Interior do Estado e todos os indícios apontam que o crime teria ocorrido por uma motivação passional. O próximo desafio da polícia será identificar o terceiro envolvido.
A autoridade policial destacou que as investigações estão em fase avançada e que o apoio dos veículos de imprensa, bem como da população têm sido essencial para elucidar o crime.
“Gostaria de agradecer o trabalho de divulgação dos jornalistas sobre o caso e o apoio de populares que nos ajudaram com várias informações. Esperamos, em breve, apresentar os suspeitos”, concluiu Rocha.
Relembre o caso
O corpo do médico oftalmologista Egídio Correia Lira Júnior foi encontrado por uma guarnição da Polícia Militar, na manhã do dia 1º de novembro deste ano. A vítima estava no banco traseiro do próprio veículo, que foi abandonado na Avenida Norte Sul, bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste da cidade. Egídio foi alvejado por três disparos de arma de fogo.
No dia 17 de novembro, a equipe da DEHS divulgou as imagens captadas por uma câmera, que mostrou a vítima saindo de sua casa, situada na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro, zona Sul, pouco antes de ser encontrada morta, na manhã do dia primeiro de novembro.
Pelas imagens, é possível ver que o médico foi abordado por dois homens, os quais saíram de um veículo Gol vermelho, dirigido por um terceiro envolvido. Em seguida, o automóvel de Egídio deixa a garagem da residência dele. A polícia trabalha para identificar todos esses indivíduos e, assim, concluir os trabalhos de investigação.

