Subiu para dez o número de assinaturas no requerimento do pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte, proposto pela oposição na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que trata da avaliação da planilha da tarifa de ônibus. Após pronunciamento do vereador Plínio Valério (PSDB), na manhã desta terça-feira (13), no plenário da Casa Legislativa, o requerimento que inicialmente tinha sete assinaturas, ganhou mais três.
As setes assinaturas iniciais eram dos vereadores Waldemir José, Professor Bibiano e Rosi Matos (ambos do PT); Isaac Tayah (PSD); Marcel Alexandre (PMDB); Massami Miki (PSL) e Gilmar Nascimento (PDT). Nesta terça-feira, o documento recebeu as assinaturas dos vereadores Plínio Valério e Mário frota (ambos do PSDB); e Arlindo Júnior (PROS). Para que o pedido de CPI seja aprovado na CMM são necessárias 14 assinaturas.
“A base (aliada) pode assinar a CPI que estará ajudando a gestão do prefeito Artur Neto”, declarou Plínio, ao estimular os demais colegas de parlamento a assinarem o pedido de CPI. Na avaliação do vereador Waldemir José, um dos autores da proposta, junto com os vereadores Professor Bibiano e Rosi Matos, a referida CPI irá abrir a ‘caixa-preta’ do transporte coletivo urbano de Manaus, conforme o seu discurso na manhã desta terça-feira, no plenário.
Segundo ele, ao apresentar a proposta de CPI, com a finalidade de estudar efetivamente a tarifa do sistema, conversou com vários vereadores. “Pelo que senti, há vontade expressa de se investigar o sistema de transporte coletivo urbano. E a Câmara pode fazer essa investigação de forma transparente”, afirmou.
A retomada da proposta da CPI pelos vereadores petistas vem em decorrência das constantes retaliações dos rodoviários e a queda da liminar que afastou por irregularidade o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Givanci Oliveira.
O sindicalista denunciou uma suposta quadrilha na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) que beneficia o transporte clandestino na cidade, assim como também a suposta oferta de propina no valor de R$ 1 milhão para os diretores do Sindicato dos Rodoviários não assinassem a convenção coletiva.
Na manhã desta terça-feira, o transporte coletivo e a mobilidade urbana dominaram os discursos dos vereadores. Waldemir José vê a Câmara passiva diante da situação do trânsito, da paralisação dos rodoviários e não se coloca em defesa da população que perde nesse processo. A população, segundo ele, sai prejudicada nesse processo que resulta sempre em aumento de preço da tarifa, porque junto com essas mobilizações vem o aumento de salário do trabalhador. “A Casa é quem deve fazer a defesa da população”, disse ele, defendendo a instalação da CPI.
O vereador Mário Frota (PSDB) provocou o vereador ao dizer que queria saber se ele (Waldemir José) era favorável ou não o aumento da gasolina, anunciado pelo governo federal. “Se ocorrer isso, vai ter aumento das passagens e a inflação vai disparar”, garantiu.
O vereador Professor Bibiano acha que o problema da mobilidade urbana só será resolvido na cidade a partir de uma discussão profunda sobre o assunto. “Vivemos hoje em uma imobilidade urbana”, assegurou ao lembrar que a questão não é apenas competência do governo federal, mas do poder público municipal. Para ele, só com a abertura da caixa-preta do transporte público, o sistema controlado pelos empresários possam ter fim.
Rosi Matos também adverte sobre os prejuízos das paralisações dos rodoviários para a população e trabalhadores da área. “Queria ver é a coragem do prefeito (Arthur Neto – PSDB) e do governador (José Melo – Pros) em cortar o subsidio dado às empresas”, disse.
Waldemir José ressalvou, ainda, que a insatisfação com o serviço de transporte é muito grande. “A Prefeitura não fiscaliza, gerando margem para a insatisfação, e isso gera menos qualidade, que acaba em pequenas paralisações feita pelo Sindicato dos Rodoviários e prejudicando muito mais a população. Se eles querem prejudicar os empresários, que façam manifestações com catraca livre”, afirmou.
