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Parlamento Amazônico vai debater realidade dos estados na pandemia de Covid-19

Na condição de presidente do Parlamento Amazônico, que aglutina as nove Assembleias Legislativas da Região Amazônica, o deputado Sinésio Campos (PT), convocou uma reunião extraordinária da entidade para debater a realidade dos estados sobre a pandemia de Covid-19. O debate, em plataforma virtual, foi agendado para esta quinta-feira (28), às 15h, horário do Amazonas e 16h Brasília. “O objetivo é de traçar uma radiografia sobre a gravidade da situação em cada Estado. E, quem conhece a realidade de cada unidade federativa são os deputados que também estão adoecendo e perdendo parentes nessa pandemia”.

O anúncio da reunião foi feito em pronunciamento durante a Sessão ordinária, em plataforma virtual, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta quinta-feira. Ocasião em que o parlamentar fez convite à participação dos deputados da Casa.

O deputado explica que o debate permitirá a verificação da realidade nos estados e a definição de medidas e propostas para o combate e superação do estado de crise causado pela pandemia. Sinésio Campos ressalta que a crise continua, com agravamento diário, no Amazonas.

“Estamos com a média de mais de 100 óbitos diários e fila com mais de 500 pacientes aguardando leitos para UTI, além da transferência de cerca de 300 pacientes para outros estados. Logo os deputados precisam trocar informações para que possam propor ações de combate mais efetivas”, explicou Sinésio.

O parlamentar ressaltou ainda o debate sobre a proposta de impor barreiras entre os estados para impedir o acesso e tráfego de pessoas entre estes. Ele destacou o avanço do colapso no sistema de saúde e crise de abastecimento de oxigênios para outros estados, o que exige avaliações que permitam antever o agravamento e consequências dessa pandemia. “Não podemos mais ficar aguardando as coisas aconteceram para propor providências. Precisamos trabalhar em conjunto e união para o combate e medidas preventivas ao agravamento da pandemia”, declarou.

(foto de recente reunião do Parlamento Amazônico)

Por último o deputado teceu uma crítica aos veículos de comunicação que estão imputando a nova variante do coronavírus como um vírus da Amazônia. Para ele isso gera uma forma de preconceito e temor à Região, além de não corresponder à realidade. “É preciso deixar claro que essa variante teve origem na China, ao contrário da desinformação que as emissoras estão propagando”, afirmou.

 

 

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